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junho 03, 2016

Duarte, aos 3 anos, para não me esquecer...



Aos 3 anos já se expressa lindamente, com aquele sotaque de bebé, doce doce, que nos derrete por dentro. Às vezes tem pressa em falar, gagueja um pouco, digo-lhe que pare e respire, e ele assim faz. E sorri. Tem um sorriso lindo, com duas favinhas que saltam cá para fora e lhe dão um ar encantador. Diz muitas palavras à sua maneira que nos fazem rir. Diz algumas asneiras também, empregues no tempo certo, que nos fazem rir (às escondidas). No outro dia chamou cara de c* à educadora, que muito triste me fez queixas. Tivesse eu um buraco para me enfiar...

Aqui ficam algumas das melhores, para não me esquecer:

piCocas = pipocas
Tucudilo = crocodilo
barrACas = barritas
gomBas = gomas
boNHecos = boNecos
OBute = iogurte
loVo mau = loBo mau
mamofada = almofada
Coma mano! = toma mano!
Conde estás? = Onde estás?



Quando vamos na rua é ouvi-lo gritar: Esperem por àmim! Mas já pergunta se o mano também vem coNNosco! Faz umas caras mesmo engraçadas e tem expressões que já são suas, inconfundíveis e que nos desmancham a rir.

É um fofo este meu filho doce. Agarra-se e dá beijinhos à família toda, assim, do nada. Mas tem uma queda para as birras que nem vos conto. É respirar fundo muitas vezes porque ele é dose e sabe o que quer!



Três anos, meu amor. Das idades mais bonitas da infância, e que eu não quero esquecer.


mãe







instagram @sofia_ferr







maio 27, 2016

o separador central!



Comecei este blogue já depois de ter sido mãe mas sem o objectivo claro de escrever sobre a maternidade. Aliás, o primeiro post fala sobre o clima que se fazia sentir a 12 de Janeiro de 2012, como se estivesse a falar com um estranho no elevador e a conversa da treta viesse à baila. Se me perguntarem, não sei se diga que este é um blogue de mãe, porque falo sobre viagens, gostos, paixões, ideias, modo de vida... 
Há alguns dias que não venho aqui, não tenho tempo mesmo. Escrevo imensos posts na cabeça, aponto tópicos, quero colocar fotografias minhas para ilustrar, mas falta-me tempo. Tenho optado por me levantar mais cedo para fazer exercício e ao fim do dia custa-me vir para o computador. Sorry! Mas é nestas alturas, mais distantes, que reconheço que a maternidade é um separador central neste espaço só meu. Porque no pouco tempo que tenho, o que quero deixar escrito, o que não me quero esquecer, tem tudo a ver com eles. Cada um deles tem um separador só seu e imagino sempre o dia, (muito longínquo) em que eles irão ler (e rir) o meu testemunho sobre o seu crescimento. 
Espero sinceramente que gostem. Eles e vocês que se mantêm por aí! Prometo diversificar, prometo ir mais além, mas acima de tudo, manter-me fiel a mim mesma, e ao que de mais importante tenho na vida. 



Bom fim de semana!!

Sofia**






instagram @sofia_ferr







maio 08, 2016

o dia da mãe...







é todos os dias, desde que aqueles dois tracinhos rosa saltaram à vista em 2009.
Este ano, o dia da mãe teve um gostinho ainda mais especial, depois de umas férias em que ficámos pela primeira vez quase uma semana sem nos vermos. As saudades eram imensas e eles não nos largaram o fim de semana inteiro. Soube tão bem cada abraço, cada beijo, cada brincadeira. A cara deles quando nos reencontraram...

À medida que os filhos crescem as coisas não ficam mais fáceis. Eles tornam-se mais independentes, vão formando o seu caminho, mas os desafios vão sendo cada vez maiores. Talvez porque ser mãe (e pai) não tem a sua maior importância no comer e vestir. Não, é no educar que nós somos mesmo importantes. Mas à parte disso, o melhor é a capacidade que eles vão adquirindo de nos retribuírem o amor e o carinho que lhes damos. Os desenhos feitos no infantário, as frases que ditam à professora, as confissões que nos fazem ao ouvido, têm um gostinho tão mais doce, mais sentido, verdadeiro, vindo directo do coração. Olhá-los, vê-los meninos, já sem traços de bebés, mas reconhecer-lhes em cada gesto ou atitude um bocado de nós não tem preço. 
Ser mãe destes dois (vocês os dois) é o melhor que me podia ter acontecido. E este dia da mãe foi mesmo muito feliz!





mãe









instagram @sofia_ferr 















abril 21, 2016

à noite




É um desatino para os fazer deitar. Eles querem enfiar em duas horas o que não fizeram o dia todo: estar connosco, brincar, falar. Nós queremos isso tudo, mas temos que dar banho, fazer o jantar, apanhar a roupa, vestir-lhes o pijama e vigiar a higiene. Tentamos sempre fingir o dia em duas horas. Contamos os dez quinze minutos, tentando que pareçam trinta ou quarenta. Às vezes chega-lhes outras não. Fazemos desenhos, brincamos ao faz de conta, ou construímos legos, contamos histórias. A frase "meninos, está na hora..." nunca é bem recebida. Normalmente é chutada para canto e remetida para segundo plano quando combinamos a historinha na cama do pai e da mãe. 
Quando finalmente estão na cama deles, querem um mimo sossegado, os braços à volta do pescoço, o nananina, e aí relaxam e contam como foi o dia deles. O que os amigos fizeram, o que a educadora disse, o que pensaram em determinada altura. Não vale a pena perguntar-lhes nada antes. A resposta não vai passar do tudo bem. Mas nesta hora, nestes minutos antes de fecharem os olhos, já ouvi grandes revelações, já ajudei a desencucar (grandes) problemas, já me ri muito com eles. Dou beijos, muitos, recebo muitos em troca. Acaricio-lhes os cabelos, embalo-os nos sonhos, oiço a sua respiração, mais profunda e serena, e saio de cena.
Não troco estes minutos da noite por nada, mesmo que me roubem (muitos) minutos ao meu descanso (merecido) no sofá. É neste momento que eles voltam a ser meus, os meus bebés. 
E à noite, acontece o melhor momento do dia!







instagram @sofia_ferr

imagem Pinterest

março 23, 2016

PAI



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Por vezes adianto-me na escrita, agendo as mensagens, edito e faço rascunho para avançar trabalho ou para não me esquecer deste momento, daquela frase, ou de uma ou outra palavra engraçada. 
E por vezes, a vida prega-nos partidas, torna-nos rascunho dos nossos dias, baralha-nos as ideias, e não nos deixa passar à escrita o tanto que temos para dizer. A sorte é que, apesar de no calendário estar apenas um dia assinalado, na nossa vida, ainda que cheia de rascunhos pelo meio, todos os dias merecem um beijo, um abraço, um agradecimento por partilharmos momentos e palavras que valem a pena recordar com este PAI maravilhoso que nos calhou na roda da sorte da vida!



Feliz dia do Pai, sempre!

(23-03-2016)








março 11, 2016

Escola mágica

Gostava muito que esta fosse a escola dos meus filhos, dos teus filhos, dos nossos filhos. Gostava muito que para as crianças poderem ser crianças, até que a infância as enfadasse, não tivéssemos que pagar fortunas, nem fugir do ensino português, porque o ensino de Portugal, o País em que vivemos, devia ser o melhor para os nossos filhos. E devia ser público e acessível. 
Porque é que tem que ser quase exclusivo as crianças brincarem com terra, pisarem poças de água, usarem a imaginação e darem asas à sua criatividade? E aprenderem em simultãneo!!
Porque é que a regra insiste na norma de horas (infinitas para os miúdos) sentados em salas de aula, com matérias, que os próprios professores admitem, muitas vezes não terem maturidade para as compreender?
Quem disse que as nossas crianças com oito anos teriam que saber de cor aquilo que nós aprendemos aos doze?
Alguém questiona porque é que cada vez há mais miúdos "hiperactivos"? Alguém imagina o esforço que os miúdos têm que fazer para conter a energia que os assola e os empurra a descobrir o mundo numa cadeira onde têm que ficar sentados a ouvir conteúdos que não lhes são apelativos? Provavelmente não. É mais fácil recomendar Ritalina!
Porque é que aos quatro anos os nossos filhos começam a ser "preparados" para o primeiro ciclo? Não estamos a atropelar fases de desenvolvimento que deviam ser preservadas como um bem precioso?
Quem integra o Ministério de Educação Português? Em que estudos se baseiam para estabelecer objectivos e currículos para as nossas crianças?
Os pais são ouvidos neste processo? Os professores? E mais importante ainda, alguém ouve as nossas crianças?!?
Não quero filhos geniais. Quero filhos completos, íntegros, felizes. Quero que escolham o seu caminho na amplitude do conhecimento que adquiriam ao longo do seu crescimento. Não os quero limitados a cursos académicos muitas vezes sem saídas profissionais. Não os quero a envergar um fato que não lhes sirva e que lhes pese ao longo da vida.

Gostava mesmo muito, que esta fosse a escola dos meus filhos, dos teus filhos, dos nossos filhos!
Não gostavas?



Sofia**


março 06, 2016

A Venda

Já passou uma semana mas acho que ainda vou a tempo de vos falar sobre o 3º aniversário do meu pequeno. Embora os planos tenham sofrido alterações de última hora, consegui mimá-lo muito logo de manhã e ao final do dia. Convidámos uns amigos/família e juntá-mo-nos num espaço muito giro e acolhedor.

 

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N'A Venda o tempo parou. As mobílias rangem, os pratos estão lascados, os quadros são definitivamente vintage. O vinil de José Cid a decorar o gira discos antigo não engana, parece que estamos em casa das nossas avós, a jantar com amigos, enquanto o aroma dos pratos confeccionados aos nossos olhos nos vai chegando e abrindo o apetite para o que aí vem. A mercearia, logo à entrada, recheada de especiarias menos comuns e de conservas embaladas de forma rústica, conferem o nome ao espaço, A Venda, e são apontamentos que fazem deste lugar uma opção para estas ocasiões.
Conversas cruzadas, algum barulho (ups) e o o soprar de 3 velinhas ao meu pequeno depois, contamos voltar!


(A Venda fica na Rua do Compromisso em Faro. Apareçam!)



Sofia**






fevereiro 26, 2016

Amor nas pequenas coisas *


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Ele fez três anos e pela primeira vez não passei o dia colada a ele. É uma espécie de exigência minha que até hoje não falhou com nenhum deles. Não deu. Pesquisei decoração de bolos, ornamentos para a casa, quase que fiz uma encomenda, quase que comprei cartolinas. Imprimi apenas uns olhinhos (dos Minions), comprei uns smarties, deitei-me tarde na véspera. Levei o bolo de cenoura decorado com smarties para cantar os parabéns na escolinha, com a promessa que estaríamos lá com ele, na hora.. E estivemos! Fiz outro para a noite partirmos com amigos. 
Acho que há muito tempo os bolos não me saiam tão mal! Estavam deliciosos, mas mais altos de um lado menos do outro, um pouco crus no meio. Mas não trocava nenhum deles por qualquer outro perfeito decorado com os bonecos da moda. Este fui eu que fiz. Recheado de amor, decorado com alegria, com sabor a mãe!


(para ti Du!)




* Podem espreitar a festa dos 2 anos aqui! :)



fevereiro 25, 2016

25 de Fevereiro, 17h35m




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3 anos, Du!
És um palhacinho! Fazes gracinhas, olhinhos e caretas que muitas vezes nos impedem de te repreender de forma mais objectiva. Mas são só três anos... demoras em largar o leite no biberão, a fralda, o colo, a chucha. És muito dengoso. És de beijos e abraços, és do aconchego e do mimo. Gosto tanto quando te dou um beijo à noite e enrolas os teus braços no meu pescoço e me puxas para ti (mamã, ainda nã cantaste o nananina!!). E quando me chamas gaiatita, num reflexo amoroso do pronome que te dou? É de derreter!
És traquina, és maroto. Adoras o teu mano e as vossas conversas são deliciosas. Poxo mano, poxo? Queres bincar? Um beijinho mano! Brigam muitas vezes porque só queres o brinquedo que ele tem naquela altura, mas quando se entendem, são capazes de passar horas entretidos os dois. 

Se alguma vez tivesse tido alguma dúvida, não hesitaria em esclarecê-la agora: ter dois filhos é maravilhoso. O segundo não rouba amor ao primeiro, apenas nos mostra como é possível amar tão intensamente dois seres que estão cá por nossa vontade, em como o sono que nos roubam não tolda as alegrias que nos transmitem, e as preocupações que nos dão só aguçam o nosso sentido de protecção e responsabilidade.
E como é bom vê-los crescer em conjunto, ver a personalidade a formar-se, e a sua individualidade a fazer-se sentir. 




Três anos, tão doces, tão bons.
Parabéns Du, te amo!



mãe





P.S.: A esta hora, já dei um saltinho à tua escolinha, cantei-te os Parabéns junto com o pai e o mano (e todos os teus colegas e educadoras) dei-te um grande beijo e voltei ao trabalho!
Prometo que logo à noite há mais festa e que não me esqueço de te cantar o nananina! ;)









fevereiro 15, 2016

manhãs


Acordo-vos sempre devagar, quando já estou quase despachada. Abro a janela, dou-vos uns beijinhos, dou os bons dias e vou acabar de me vestir. Volto uns minutos mais tarde, com mais beijos, na esperança de vos ver saltar da cama cheios de alegria e com vontade de ir para a escola. Nunca acontece. 
Hoje, meu pequeno Du, foi mais difícil do que nos outros dias. Insististe em ficar até ao último minuto. Puxaste as mantas para cima, choraste, berraste, uma birra de todo o tamanho. Chateei-me contigo. Logo de manhã... Quando acalmaste, quando acalmei, quase em simultâneo, ficámos abraçados uns minutos, sem pressas. Tu de olhinhos fechados e eu de lágrimas nos olhos. Naquele momento quase que te pedi desculpa, por te acordar cedo, por não deixar que os teus olhos abram quando o teu corpo dá a ordem, bem sei que estás cansado. Foi isso que te disse: sei que estás cansadinho, mas tem que ser. 
Mimo, muito mimo, muitos beijinhos nessas bochechas fofas e recomeçámos o nosso dia, com um sorriso.


manhãs...

janeiro 06, 2016

Conversas aos 2 anos (quase 3!) / Funny conversations at 2 years old (almost 3)

Du - A mim quer água, faxavoi!
Mãe - Não é "a mim", Du. Diz: Eu quero água.
Du - Não! A mãe não! A mim quer água!!
Mãe (a rir e a apontar com o dedo) - Olha, eu (aponto para mim) quero água. O Du (aponto para ele) quer água. Diz: eu (aponto para ele) quero água.
Du (ligeiramente irritado): Não!! A miiiiim quer água!!



Ok... 



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Conversations with my two year old boy are getting more funnier! 
He uses "me" instead of "I" which make some talks really, really funny. Just simple as when he wants a cup of water!!

I just keep laughting and say Ok to him!!

dezembro 20, 2015

Festa de Natal: um resumo!

Mãe sai do trabalho a correr (literalmente) pelas ruas da cidade, e ainda chega a tempo do final da actuação do pequeno. Não vê o pequeno!?? 

- Onde está?? Ah, é aquele enrolado nas pernas da Educadora! Oh tão fofo!! Oh não, está a chorar!! 

Mãe entra no palco e salva o pequeno dos aplausos e flashes de pais e avós babados! 

- Mamã, está muito baulho!!

É oficial: filho sofre de stress acústico como a mãe!!

dezembro 04, 2015

Quanto da semana cabe em dois dias?






instagram @sofia_ferr


Não sentem que o tempo não vos chega? Que os dias, as horas vos fogem e quando dão conta estão esticadas no sofá, super cansadas, com o tanto que já fizeram, mas a pensar no tanto que ainda queriam fazer, gostavam de fazer? Há os horários a cumprir, as rotinas a que não podemos fugir, as obrigações profissionais ou domésticas que nos sugam todos os minutos, e depois há o tempo que queremos passar com eles, o tempo que queremos ter para nós, o tempo que queremos ter para o outro... Tempo, é das maiores riquezas que podemos ter, não acham?
Por aqui, quando chega o fim de semana os planos são tantos, a vontade de fazer acontecer é tão grande, que nos sentimos assoberbados. Por aqui, as obrigações da casa ficam para segundo plano. Passa-se a ferro enquanto ele dá banhos, estende-se a roupa enquanto o arroz coze, uns aspiram enquanto outros fazem as camas. Não tiramos do nosso tempo para o dar à casa. Seria tão mal empregue.
No último fim de semana, depois de semanas seguidas de aniversários, convívios, viagens, apetecia-nos realmente estar os quatro, quem sabe com chuva, fechados em casa ao "som" das luzes de Natal. Mas o tempo, o outro, pregou-nos uma partida e estiveram uns dias maravilhosos que nos "obrigaram" a sair de casa.
O Natal finalmente instalou-se cá em casa na sexta feira à noite, depois de um passeio no shopping para ver a enorme árvore que dá graça àquele espaço nesta época. Acampámos na sala, juntámos um colchão ao sofá e dormimos todos juntos. Eles deliraram! Queriam que fosse assim todos os dias. No domingo de manhã o pequeno almoço com tudo a que temos direito, e depois um passeio no parque onde fizemos uma espécie de mini treino militar. Subi e desci esta rede  muitas vezes, numa corrida com o R. Ele ganhou-me... quase sempre. Tirei dezenas de fotos e às tantas o Du sentou-se ao meu colo para tirar mais "fias" enquanto o mano aprendia a fazer cambalhotas no ferro. Um passeio muito tranquilo, portanto.
Fiz um DIY que andava a adiar e que é ideal para esta época  - em breve mostro tudo - e fomos ao cinema. Ficaram a faltar os biscoitos, os enfeites para a árvore feitos por eles, uma sesta no sofá, and so on...
Mas vai haver mais fins de semana, e em todos eles tentaremos com que os cinco dias que passamos a rodar de um lado para o outro caibam nestes dois dias que nos deixam cheios de energia e de coração tranquilo para aguentar a semana!



Ah, é já hoje que começa! Aproveitem o fim de semana!!

Sofia**

novembro 30, 2015

A viagem de Arlo!





Ontem fizemos-lhes a surpresa e ao final do dia quando já ninguém contava - afinal era domingo! - fomos ao cinema. (aliás, este fim de semana foi contra todas as expectativas... depois conto!).
Eles adoram animação, como todos os miúdos e gostam muito de ir ao cinema. Ao contrário do mano, o Du já conta com algumas idas e adora, mas o filme que o marcou mesmo foi os Mínimos e sempre que passamos à porta ele fala no filme e adora os bonequinhos amarelos. Até ontem...
A viagem de Arlo é dos melhores filmes de animação que vi até hoje. Os bonecos, as expressões, mas principalmente a história em si que é comovente. E a prova disso foi a reacção deles (e a nossa) ao longo do filme que aborda o medo, a coragem, a saudade, o nosso papel na vida (nossa e de quem nos rodeia) e a família. Um mix de temas e emoções muito bem traduzido através de bonecos coloridos e engraçados.
O R emocionou-se, eu e o pai emocionámos-nos, mas o Du impressionou-me. Riu quando era para rir, esteve atento nos momentos de maior tensão, e nas cenas mais emotivas os seus olhos encheram-se de lágrimas, os lábios cerraram e os músculos contraíram contra a cadeira. No final, desatou num pranto, como que a libertar as emoções que viveu ao logo do filme. (ele ainda vai fazer três anos!).

Como todos os filmes infantis este também tem um final feliz e transmite uma mensagem muito bonita e de esperança, claro. Está mesmo muito bem feito e é daqueles programas que recomendo a fazerem com os vossos pequenos!!


Boa semana!


Sofia**





novembro 18, 2015

filhos meus,





instagram @sofia_ferr

Que nunca se esqueçam dos meus beijos, dos meus abraços, do meu colo.
Que nunca se esqueçam das minhas canções de embalar, da minha voz, e até do meu timbre desafinado.
Que nunca se esqueçam das minhas palavras, dos meus ralhetes (cheios de amor), dos meus ensinamentos não sábios mas de mãe que quer o melhor para vocês.
Que nunca se esqueçam do calor do meu peito, do aroma da minha pele, da suavidade das minhas mãos, as mesmas que vos limpam as lágrimas e vos aconchegam à noite.
Que nunca se esqueçam das tardes à volta do forno, dos rabiscos feitos em papel, das experiências num qualquer material, tentando criar memórias palpáveis em tardes acolhedoras no nosso ninho.
Que nunca se esqueçam do melhor de mim, porque nasceu com vocês, vive com vocês, e espera permanecer imortal nas vossas memórias.


Meus amores, para que nunca se esqueçam...



mom

novembro 12, 2015

faz mais ou menos um ano,

eu passava muito tempo com os meus amores. Amava cada minuto, mas não me bastava, sentia falta de outro lado, contacto com o mundo profissional, com os outros, descentrar-me deles, sentir-me (mais) útil.
Hoje, em frente a este computador, desejo que o tempo volte para trás, para eu poder aproveitar melhor cada minuto com eles... é, nunca estamos satisfeitos.

(saudades vossas meus amores!)



mum

novembro 08, 2015

Deve ser isto...!



Sentir o peito a encher, como se estivesses a inspirar todo o ar que te rodeia. Sem dares conta, os teus olhos ficam marejados. Tens vontade de abraçar, de beijar, de dizeres que amas, só porque sim. 
E sem perceberes bem como, dás-te conta que tens tudo. Tu tens tudo! 
Agradeces, sem que a palavra agradecimento seja dita. Agradeces, com um beijo, um abraço, um olhar. Simplesmente agradeces, e pedes que a saúde nunca te falte, que a visão te acompanhe e não falhe os sorrisos, as expressões, os olhares, e que estejas sempre consciente para revisitares estes momentos quando e onde quiseres.


Deve ser isto... viver de coração cheio!





Bom domingo!

Sofia**






novembro 02, 2015

Manos (para não me esquecer)


instagram @sofia_ferr


Eles estão cada vez mais cúmplices, mais amigos, mais traquinas. Às vezes, perco-me no tempo só a ouvir as suas conversas, as histórias construídas a dois, a ver as lutas dignas da energia que têm para dar e vender. Delicio-me no mano mais doce que já ouvi, pela voz do meu pequeno. É um mano cheio de orgulho, cheio de garra, cheio de "ele é meu, só meu!". Fazem queixas, claro que sim, mas não podem ver o outro chorar, ser injustiçado, que é ver quem é o mais rápido a defender o seu mano.
Eles abraçam-se, dão muitos beijos e riem muito, alto, sozinhos, só eles no seu momento. Eles andam na mesma escola, mas raramente se cruzam. O R quer ir sempre levar o mano à sala, despedir-se dele por aquelas horas. 
No outro dia a sala do pequeno desceu, foram brincar com os crescidos, e os manos encontraram-se. Contaram-me que não se largaram, o grande a proteger o pequeno das garras mãozinhas-de-quem-só-quere-dar-mimo, e o pequeno a adorar.
Contou-me o Rodrigo, quando chegou a casa, que o mano tinha ido brincar com ele, mas que chorou na hora de voltar para a sala. Contou-me também que lhe deu um abraço e fez festinhas nas bochechas para ele não ficar triste. E depois disse: sabes mãe, eu também tive que fazer muita força para não chorar... não me queria separar do meu mano, mas como sou finalista não chorei!


(...)


E passaram a noite abraçados. 





outubro 15, 2015

Foi bom, mãe, foi bom!



Às vezes ainda saio a tempo de os ir buscar à escola, ou de nos encontrarmos a meio caminho e fazer um passeio de final de dia até casa. É óptimo aproveitar o bom tempo que ainda nos permite andar pelas ruas sem grandes casacos ou guarda chuvas a pesar e a juntar a tudo o que já carregamos.
Por norma começamos a por a conversa em dia, a querer contar tudo uns aos outros sobre o que aconteceu, o que o amiguinho disse, ou quem ficou de castigo na escola. Bem, por norma, o que realmente acontece, é eles só quererem falar sobre alguma coisa quando eu e o pai estamos a conversar. Típico!
Eu pergunto-lhes sempre como foi o dia, se se divertiram, o que aprenderam de novo, ou o que foi o almoço. (acontece quase sempre ter sido pão com fiambre...!)
No outro dia vínhamos numa grande algazarra, todos a querer falar ao mesmo tempo, quando começo a ouvir o D a elevar a voz, até que prestei atenção: Foi bom, mãe, foi bom! - logo não entendi, mas depois percebi que ele me estava a responder à pergunta que eu ainda não tinha feito: O dia foi bom? - ele deu um grande sorriso e voltou a responder que sim.

Foi a primeira vez que me dei conta que realmente lhes faço esta pergunta todos os dias. E quando não faço, eles respondem-me!!


E por aí, costumam ter as mesmas conversas com os pequenos? E que outras perguntas (mais) originais lhes fazem para saber como foi o dia deles?
Aguardo pela vossa partilha!


Sofia**