fevereiro 16, 2018

Carnaval










cresci numa terra em que o Carnaval é uma tradição. desde sempre, desde que me lembro que esta é uma altura em que a vila (agora cidade) se move toda em prol das fantasias, dos carros, dos grupos alegóricos e iluminação. era difícil fugir, ou pelo menos não ficar com um bichinho. desfilei vários anos na minha adolescência, em escolas de samba e carros alegóricos, passei muito frio (ah, pois é, não estamos no Rio!) mas também me diverti muito.

duas coisas distinguiam o Carnaval de Sines de todos os outros: o desfile noturno e as convidadas, sempre estrelas de novelas brasileiras. não houve Carnaval como aquele em que a Regina Duarte espalhou a sua simpatia genuína por toda a avenida. nunca vi tanta gente. acho que praticamente não houve desfile porque toda a gente (uma multidão) rodeava o carro alegórico em que seguia a Viúva Porcina! mas com o apertar do cinto e as novelas a terem menos protagonismo deixaram-se as convidadas, mas manteve-se o desfile noturno. a avenida fica toda iluminada, toda a gente se mascara, grupos mais ou menos organizados saem à rua só para se divertirem! a cidade ganha vida, luz e cor, e naquela noite a diversão é o mote!!

e nós não fomos excepção, este ano lá voltámos a mascarar-nos, desta vez uma Tribo de Índios. pais e filhos, avós e netos, todos nos divertimos, dançámos e cantámos até ao fim! este ano, embora com a febre a ameaçar e umas queixas aqui e ali, meus miúdos aguentaram-se connosco e com os amigos e divertiram-se bastante! andavam mesmo felizes pela a avenida a brincar! o Rodrigo disse-nos que foi o fim de semana mais divertido desde que se lembra de ir a Sines (desde bebé!!)
o tempo ajudou e apesar do "fresquinho" que se sentia não choveu, o que foi maravilhoso! (realmente, não era mal pensado fazerem o Carnaval no verão...)


quer gostem desta época ou não, espero que tenham gostado da minha partilha!!




Podem ver o post de Carnaval de 2017 aqui!)







Sofia**




Coimbra - Portugal dos Pequenitos

bem, se não ia a Coimbra há anos, que dizer do Portugal dos Pequenitos! Nem faço ideia que idade tinha quando lá fui, mas quando marcámos esta viagem de três dias (meio passeio, meio trabalho) decidimos que esta seria uma paragem obrigatória. 
não lhes contámos, dissemos só que iriam a um lugar onde seriam gigantes, e foi ver os olhos deles a brilhar. faziam mil perguntas, se lá havia mais gigantes, ou se entravam e cresciam tanto tanto que ficavam maiores que nós... enfim, imaginação sem limites com estes pais a darem azo a que sonhassem mais e mais.









fomos já da parte da tarde, num dia de semana, talvez por isso não estivesse muita gente e deu para andarmos à vontade. tivemos muita sorte com o tempo, frio nenhum e muito sol. que pedir mais?
mal entrámos eles começaram logo a correr para as casinhas, a inventar histórias a subir e descer de escadas minúsculas em monumentos que pareciam de verdade... mas pequeninos! meteram-se em cubículos, passaram pelas Igrejas, foram Reis em castelos, viajaram de Trás os Montes ao Algarve, e descobriram mais sobre este nosso belo País. foi giro porque brincaram mas também fizeram muitas perguntas, interessados (sobretudo o Rodrigo) sobre as diferenças culturais que existem em Portugal. e no Mundo, já que a primeira parte do parque é dedicada a colónias portuguesas, com muita história e objectos interessantes. 
das melhores coisas da maternidade é poder voltar a ser criança com eles, voltar a lugares da infância ou explorar outros, criar novas memórias, ver um pouco também com os olhos deles. muda-nos a perspectiva, e é muito bom!


Portugal é um País mesmo muito bonito. espero poder continuar a partilhar estas nossas viagens por aí, e que desse lado gostem de nos ler! ;)






Mais sobre a nossa estadia em Coimbra aqui!





Sofia**








fevereiro 15, 2018

Coimbra - Casa de São Bento

no final de Janeiro fomos até Coimbra. 
há muitos anos que não ia à cidade dos estudantes, acho que a última vez que fui, foi numa viagem de estudo, no secundário. é engraçado regressar a lugares que visitei na adolescência, mas agora com marido e filhos. relembrar como foi e comparar como é, e contar-lhes histórias com muitos anos. eles ficam muito admirados a ouvir, e acham sempre piada. acho que os filhos pensam que antes deles nos pais não tinham vida!! 

como fomos em família, e os miúdos já não são assim tão pequenos, torna-se difícil (e talvez mais caro) ficar em hóteis, pelo que temos aproveitado para descobrir o alojamento local em cada lugar que visitamos, e Coimbra não foi excepção.







a Casa de São Bento fica situada no centro da cidade, a alguns minutos a pé do Jardim Botânico e da cidade universitária. É uma casa azul, cheia de bom gosto. a casa principal funciona com quartos mas tem também uns apartamentos que são fantásticos para famílias. ficámos num loft, com uma pequena cozinha e umas escadas "palhaço" que davam para o andar de cima! Casa de banho ampla e tudo clean e com muito bom gosto. Os miúdos adoraram!! O pequeno almoço variado, com produtos típicos da zona e o pessoal muito simpático remataram mais uma estrelinha na nossa avaliação! 

O alojamento local, na minha opinião, veio dar um novo charme ás estadias e uma maior flexibilidade, sobretudo às famílias, que muitas vezes não conseguem quartos para quatro (ou mais) ou cuja viagem pode ficar muito mais dispendiosa. e nós que gostamos de passear, tentamos sempre descobrir aliar o BBB (bom, bonito e barato)!! ;)

Espero que tenham gostado. Em breve mais sobre este passeio!



Sofia**





janeiro 29, 2018

Duarte,






falta pouco mais de um mês para fazer cinco anos. cinco anos, tão crescido. 
a minha relação com o Duarte é fácil. e difícil. e assim assim. tem dias. 
a nossa relação mãe-filho está a desabrochar, começamos a entender-nos verdadeiramente, a saber onde é o lugar de um e do outro. o Duarte é de fazer valer o seu ponto de vista, sabe o que quer, quando quer, e nem sempre é fácil aceitar isso no meio das rotinas, das pressas, das vontades do mano e das nossas também. faz birras, já fez mais. o Duarte veio ensinar-me a negociar, a conversar, a respirar no meio das crises de crescimento. 
mas é fácil. ele chega e diz que não gostou da maneira como lhe falei, que está triste porque não lhe dei atenção ou que está zangado porque lhe levantei a voz. e aí conversamos, olhos nos olhos, à mesma altura. é fácil porque ele chega e abraça, do nada, vem e dá-me um beijo na testa quando estou deitada, e abraça-me mais uma vez, e todas as que achar que deve, que quer abraçar. pede desculpa, diz-me lov-u, mamã! num tom doceee... o Duarte sorri com a cara toda e quando sorri ilumina qualquer sala, ilumina o meu olhar.  
faltam poucas semanas para completar cinco anos e, ontem, pela primeira vez, escolheu o seu corte de cabelo, curtinho curtinho, como que a dizer que as sombras de bebé que ainda habitam nele estão a ir em embora, aos poucos, vão desaparecendo, dando lugar a um rapazinho. custa, custa um bocadinho.
e é nesta ambivalência da maternidade, entre a felicidade de ver os meus filhos crescerem e a nostálgia de os querer para sempre bebés, que escrevo estas linhas e tento não esquecer o sorriso que ele tinha em frente ao espelho enquanto os cabelos desapareciam à velocidade de umas tesouradas.
quase cinco anos. 




lov-u Duarte,

mãe





janeiro 26, 2018

viagens em família - o que funciona para nós







viajar em família está a tornar-se cada vez mais giro. á medida que eles vão ficando mais velhos vão tendo mais curiosidade acerca dos sítios para onde vamos, o que vão ver de novo e onde vão ficar. fazemos jogos de adivinhas, tentamos que descubram o destino (por norma fazemos surpresa) ou cantamos algumas músicas, e desta vez até jogámos ao jogo da forca, sem papel! 
claro que há sempre alguma impaciência com as horas que passam no carro, se ainda falta muito, alguns desentendimentos, o da praxe, mas noto que estão a ficar cada vez mais tolerantes e entusiasmados com as nossas #roadtrips.

desta vez juntámos o útil ao agradável e escapámos até Coimbra! 
avisámos logo os miúdos que a viagem era um pouco longa, quatro horas. o Rodrigo já tem relógio e alguma noção do tempo, o que não o torna necessariamente mais paciente mas ajuda-o a mentalizar-se com a "perda de tempo" que é para ele estar parado no carro! saímos à noite, a seguir ao jantar e, depois de alguns jogos, curiosamente eles até dormiram um pouco. não é costume. foi uma viagem tranquila e quando eles abriram os olhos novamente já estávamos à porta do hotel (aka alojamento local).
levamos sempre água para bebermos no caminho, embora seja um pouco controlado para não corrermos o risco de estarmos sempre a parar para o xixi! agora que já são maiores, e não há tanto risco de se engasgarem ou de sujarem imenso o carro que anda sempre imaculado... (só que não!!), levamos também algumas bolachas ou fruta (maçã, pera, bananas) para saciarem a vontade de comer, nestas viagens um pouco maiores.
antes de sairmos lembramos que escolham alguns brinquedos, poucos e de preferência pequenos, para poderem brincar durante a viagem. ou brincam os dois ou pelo menos o Duarte entretem-se muito sozinho a inventar inúmeras aventuras para os seus bonecos. é certo que por vezes se desentendem, o melhor é sempre o que o outro tem, e por norma a regra é "ou se entendem ou ficam sem nenhum". costuma resultar, mas também já aconteceu ficarem sem nenhum e passados alguns minutos eram os melhores amigos outra vez. 

como estávamos perto de Viseu, onde tenho família, aproveitei para ir fazer umas visitas, e como íamos só os três e era de dia, dei-lhes os tablets para se entreterem, e deu jeito porque assim pude concentrar-me quase exclusivamente na conversa que ia tendo com o GPS. (a sério, ás vezes acho que só atrapalha! não acham?!). pelo meio, tentei que olhassem pela janela para verem a beleza (mas também a tristeza) da paisagem. todos assistimos ao horror que os incêndios provocaram no nosso País, mas ver in loco é ainda mais angustiante. a paisagem era completamente castanha e negra com alguns pontos verdes, muito poucos. acho importante que eles vão tendo noção destas realidades, do que veem e do que ouvem na televisão e que façam a ligação à realidade, mas sem alarmar nem assustar. o menos bonito, o mal, o lado negro também existe, há que saber isso...

esta é a nossa forma de viajar com os pequenos, gostava que partilhassem algumas dicas também, se quiserem.


o fim de semana foi muito muito bom e conto mostrar tudo aqui em breve!!




até já!
Sofia** 











janeiro 15, 2018

Super Nanny!

a pergunta que todos se colocam nesta segunda feira fria e solarenga: quem assistiu ontem à estreia deste novo programa da SIC?

Eu! EU! 
ok, não foi assim com tamanho entusiasmo, foi mais por curiosidade porque depois dos anúncios - que me deixaram muuuiito de pé atrás - achei que não podia dar a minha opinião sem ver!
E o que achei eu, na minha modesta opinião?


bom, antes de mais, tenho perfeita consciência de que há muitos pais completamente à nora com a educação dos filhos, como lidar com as birras, como saber se eles estão a ultrapassar limites que  já deveriam (ou não) ter interiorizado, se uma palmada os vai traumatizar para sempre, se um grito os vai deixar em pânico.... and so on! e quando digo pais, incluo-me neste grupo. também tenho muitas dúvidas, também erro todos os dias na tentativa de fazer o melhor que posso e sei pelos meus filhos. mas reconheço que nunca pensei recorrer a alguém para me "ensinar" a educá-los. apoio a parentalidade positiva, até tenho alguns livros sobre o assunto, mas enquanto mãe (e psicóloga) acho que no meio da teoria e das rotinas diárias, juntando a personalidade de cada um dos nossos filhos (isto é importante!) e mesmo a nossa, deve imperar o bom senso e um pouco da tal história "cada caso é um caso!


pois, para não me desviar muito do assunto, e sobre o programa Super Nanny?
não consigo encontrar um adjectivo adequado que defina o que vi. percebo a necessidade que há, no lado dos espectadores, de terem um guia para lidar com as questões da parentalidade, perceberia até a existência de um programa que tratasse destes assuntos e esclarecesse os interessados, até aqui tudo bem. mas sinceramente não compreendo muito bem este formato espécie Big Brother Famílias, faz-me alguma confusão. Talvez se fosse feito com figurantes - a mãe pareceu-me genuína nas suas emoções, se for figurante nomeiem-na já para um Oscar - talvez se a a identidade da criança fosse protegida, talvez se a postura da psicóloga fosse... outra. sinceramente, enquanto profissional, custa-me a aceitar uma colega naquele papel. a ética profissional impõe confidencialidade e privacidade nas questões terapêuticas, não a exposição!


a situação que mais me incomodou foi a da hora de deitar. 
ora, uma criança que está há anos habituada a adormecer no sofá a ver tv (exposta a estímulos antes de deitar, péssimo!) dificilmente vai aceitar que, literalmente, de um dia para o outro lhe imponham uma outra rotina. e foi o que aconteceu: a menina já quase dormia no colo da mãe quando lhe disseram que tinha que ir para o quarto dormir. claro que começa a chorar (outro comportamento que adotou há muito, para conseguir o que quer, mas também porque está cansada e com sono). contrariada, cansada, a chorar, já a dizer que sim, quer ir para a cama... solução? sentá-la num banco durante 7 minutos!! (a sério?? só piora!) ÓBVIO que o passo seguinte não foi uma hora de dormir tranquila como se pretende!! Óbvio que a criança (esta ou outra que fosse) fez birra, não porque quer humilhar/desautorizar a mãe, mas porque esta é a maneira que conhece para exprimir a sua zanga (emoção). mais do que fazer de policia, já que estamos num programa televisivo, a psicóloga teria feito melhor em levar esta mãe a compreender este comportamento da filha e ajudá-la a lidar com ele. parece-me a mim, a determinada altura, que tudo é culpa desta criança. e não é!

esta situação incomodou-me porque o que para uns foi birra para mim foi desespero. da criança. o que para uns foi choro/chantagem para mim foi um pedido de ajuda, de colo, de mimo. da criança. o choro da menina, o desespero da mãe (que me parece, precisa realmente de ajuda, não de exposição televisiva), a postura intolerante da psicóloga (as câmaras ali...) enfim, me-do!
não era mais lógico ceder um pouco (relembro que era o primeiro dia de tantas e novas regras) e falar com a criança na manhã seguinte?! E falar com a menina?? alguém viu essa cena?! (eu não!)

nos julgamentos facebookianos já li de tudo. pais e profissionais que adoraram e outros que odiaram. os extremistas que ameaçam com a CPCJ e com o fim da SIC se não acabar com o programa (calma gente, que exagero) e os clássicos que dizem que com uma chapada bem dada fica tudo resolvido! (não!! é verdade que dá vontade, que às vezes até salta uma palmada ou outra, mas não tem benefícios a longo prazo, pelo contrário, só dá cabo da auto estima das nossas crianças!!)



espero que a SIC, canal nº 1 cá em casa, reveja este programa sobretudo as questões ligadas à privacidade das crianças. sim, é verdade que hoje em dia são poucas as que não têm as suas fotografias expostas nas redes sociais, mas uma coisa é expor o sorriso outra, bem diferente, é expor as emoções!!
tenho muitas saudades de programas como o VERDES ANOS, com Laurinda Alves e o Dr. Daniel Sampaio, onde se discutia e elucidava verdadeiramente todos os intervenientes numa dinâmica familiar. (eu era adolescente na altura, mas não perdia um!)
SIC, que tal voltarmos a programas de excelência?? 





janeiro 14, 2018

ora, então vamos à razão nº 1 pela qual este blogue nunca vai ter sucesso....












a propósito do post de ontem, diz-me ele:

-então, escreveste hoje?
- sim.
- e não viste lá nada?
- não... o quê?
- não tinhas um comentário por lá??
- não...
- tens a certeza?


com tanta insistência fui verificar. não vi nada, mas lembrei-me de espreitar a caixa dos comentários, "à espera de moderação"... exclamei:


- ohhh!!
- vês. eu disse-te que tinhas um comentário!
- não, não é isso!! tenho o teu e mais 80 à espera de serem publicados!!!


(a tratar assim quem me lê, vai ser difícil...)





a sério, obrigada pelo feedback ao longo dos variados posts... não foi por mal, é só distracção! prometo estar mais atenta daqui para a frente!!





bom domingo!

Sofia**





janeiro 13, 2018

12.01.2018







ontem contei seis anos desde que aqui escrevi as primeiras palavras. Meia dúzia, mais do que uma mão cheia!
sou sincera quando digo que nunca pensei escrever durante tanto tempo, apesar de nos últimos meses andar pouco assídua, mas o meu principio tem sido o mesmo desde o inicio: escrever quando me apetece, sobre o que me apetece, sendo autêntica e fiel a mim mesma. talvez por isso ande a cozinhar um post com o título "10 razões pelas quais este nunca será um blogue de grande sucesso". e por sucesso refiro-me aquele que é mais perceptível aos olhos dos outros: milhares de seguidores, marcas a atropelarem-se por um post, assuntos repetidos aqui, ali, em todo o lado... não quero parecer, quero ser, acima de tudo.

seis anos e alguns dos que estão desse lado seguem-me desde 2012. sabem que tenho 37 anos, dois rapazes (7 e 4), sou casada há 12 anos, nasci no Porto, cresci no Alentejo e vivo no Algarve. sou psicóloga de formação, ao longo destes anos já trabalhei, já estive sem trabalhar e já voltei a trabalhar novamente, com tudo o que isso implica. já festejei aqui vários aniversários, meus e dos meus, partilhei viagens, receitas, pensamentos, desabafos. já me comprometi a comer melhor e partilhei, a fazer mais exercício, e partilhei. já escrevi sobre as tiradas mais engraçadas dos meus filhos ou as surpresas do meu marido. ao longo destes seis anos, já partilhei o crescimento do Rodrigo, o aparecimento da minha segunda barriga, a relação dos dois irmãos, e o desenvolvimento do Duarte. Sabem que este ano resolvi voltar a calçar uns patins (e não me tenho saído mal), que finalmente comecei o curso de fotografia, há tanto adiado!
em suma, procuro partilhar o lado bom da vida! porque no fundo é do que se trata aqui: partilhar, inspirar, fazer sorrir não querendo assim fazer crer que vivemos numa bolha perfeita, mas não sendo perfeita é nossa, e gostamos de a tratar bem! ;)



Que 2018 vos traga tudo o que se propuserem a conquistar e que este cantinho vos possa fazer sorrir , inspirar ou pelo menos, desanuviar, sempre que aqui passarem!





Kiss, kiss

Sofia**











janeiro 02, 2018

Bom ano! Feliz 2018!


Não passo por cá desde que vos deixei as dicas para as prendas de Natal dos miúdos. Não é por mal, mas o Instagram está mais a jeito, tento passar menos tempo no computador (que é onde me dá mais jeito escrever), os pequenos estiveram de férias e tirámos tempo para eles, família e amigos. O desapego foi tanto que me esqueci de pagar a conta da água e de ir ao banco cancelar um cartão... OMG!
Mas cá estamos em 2018, depois de um Natal de mesa cheia e visitas aos mais chegados, uma passagem de ano com direito à companhia de amigos e um fogo de artificio lindo, não nos podemos queixar.





Para quem passa pelo nosso IG, percebeu que recebi uns patins pelo Natal. Em miúda andei na patinagem e adorava, e desde que me lembro que sigo (e sonho) com os campeonatos de patinagem no gelo. A leveza com que elas dançam e rodopiam em cima de lâminas sempre me fascinou. Este ano, o Rodrigo começou a ter patinagem na escola e também adora - este meu filho é uma espécie de Ás em tudo o que mete rodas - e eu comecei a alimentar o bichinho de experimentar também! Ultimamente tenho vontade de me desafiar, conquistar novas competências em diferentes áreas, e manter-me activa e em forma, é uma delas. Não tem que ser nada competitivo com outros, basta que seja comigo! 
E eis que o pai Natal das crianças me surpreendeu com este presente! Ontem, dia 1, lá fomos experimentar e nem vos conto, achei que o melhor era devolver os patins. Aquilo rolava sem eu querer, tomava balançou de uma forma quase incontrolável, e eu achei que o melhor era não largar nunca o meu apoio (ele!). Entre dicas do mais velho e treinos de equilíbrio na relva - um truque para treinar e que também dá para a bicicleta - lá arrisquei a patinar na pista! E voilá, consegui!!

A sensação de alcançar algo que desejamos é indescritível, não é? É tão bom quando conseguimos fazer algo que desejamos muito! E era isto que eu sonhava quando fechava os olhos, via-me a deslizar sobre rodas, num misto de liberdade e equilíbrio que só se consegue em momentos únicos! Claro que preciso de muito treino, melhorar a postura, praticar as viragens (sobretudo quando surgem obstáculos) mas acho que para primeira vez, depois de muitos anos, está bem bom!



E você, que desafios se propuseram para este novo ano? Novas aprendizagens, novos lugares para conhecer, que mudanças querem conquistar?

Independentemente do que desejam, espero que tenham muita saúde e amor, tudo o resto vem por acréscimo!




Um excelente 2018 para todos os que me lêem e obrigada pelas mensagens simpáticas!!!


Sofia**






dezembro 19, 2017

Natal para eles!!







Ainda não comprei prendas de Natal, á excepção destes livros para os meus pequenos.
Acho mesmo que é a melhor prenda que lhes podemos dar. Não é a que recebe mais entusiasmo quando rasgam o embrulho, pelo contrário, mas é certamente aquela a que recorrem mais ao longo de todo o ano, quer para nos pedirem para ler, para simplesmente folhearem ou, no caso do Rodrigo, para tentar ler sozinho!
Na imagem de cima estão os livros que vão para o sapatinho este ano e na de baixo os do ano passado!
Aceito mais sugestões e dicas de prendas... já disse que ainda não comprei nada???



Boas festas!

Sofia**










dezembro 14, 2017

Domingo de advento

este fim de semana deu tempo para tudo, inclusive para fazer estas bolachinhas que andavam debaixo de olho há algum tempo! Chamei-lhe domingo de advento apesar de não termos propriamente um calendário físico e bem delineado para o efeito, mas acho que o mais importante é passarmos tempo juntos, a fazer o que mais gostamos, e sentirmos o nosso "ninho" quente e doce, como bolachas de gengibre e aveia!



Vão precisar:

120g miolo de amêndoa; 300g flocos de aveia; 125g de mel; 2 c. café canela em pó; 2 c. café gengibre ralado; noz noscada; 1 ovo.


Como fazer:

Misturar os ingredientes secos, juntar os restantes e fazer uma bola.
Levar 30 min ao frio.
Estender a massa entre película aderente e cortar com formas.
Vão ao forno a 180 °C até ficarem dourados!!


Podem decorar-los com glacé e pendurar na árvore de Natal para enfeitar!



Boas festas!!

Sofia**













dezembro 11, 2017

08 de dezembro de 2017






Conto doze, uma dúzia. 
Bem vistas as coisas, há muita aritmética nas relações. 
Uma dúzia partilhada na igualdade que se faz da soma, do tu e do eu, neste conjunto que somos nós. Um conjunto enquadrado em imperfeições, mas tão bonito. 
És trevo de quatro folhas!



DIY - tapete de entrada

Já cheira a Natal por todo o lado. As luzes, as lojas, as nossas casas, já não há volta a dar: estamos naquela altura do ano!
E eu que tenho andado a pensar nos presentes, lembrei-me deste post que estava aqui guardado desde o Natal passado, altura em que fiz este DIY para oferecer à minha irmã. Não sei porquê ficou aqui esquecido.

Então, para quem personalizar o tapete da entrada de casa, dar-lhe alguma graça, é muito simples. Querem ver?









Vão precisar:

- tapete simples (comprei este no IKEA)
- papel autocolante (do tipo de forrar livros)
- tesoura
- lápis
- latas de tinta (ao vosso gosto)
- luvas


Como fazer:

- Desenham as letras (ou desenho) que querem colocar no tapete na folha de forrar. claro que isto é feito na parte de trás, no papel. Atenção que se escreverem uma palavra (como eu) têm que escrever ao contrário.
- Recortam as letras por dentro, e colam no tapete. A ideia é que as letras não saiam do sitio quando se está a pintar
- Vão para um sitio arejado, calcem as luvas e protejam a cara e pintem onde não há papel!
- Deixar secar uns minutos.

E pronto! Têm um tapete personalizado que podem oferecer a quem mais gostam ou colocar na vossa casa, para ficar mais "quentinha"!






Espero que tenham gostado!

Boa semana!!!

Sofia**













novembro 20, 2017

Plantas em casa - quem gosta?

Ando a namorar umas plantas para espalhar pela casa, acho mesmo que podem dar vida e cor aos espaços. Ainda não sei bem quais, mas se como eu estão com as mesmas ideias, aqui ficam umas sugestões de como cuidar e dicas de quais escolher! 














Boa segunda!!

Sofia**






novembro 19, 2017

semana dificil

sabemos que tudo tem um fim, conhecemos a finitude da vida, uns mais de perto do que outros, mas de alguma forma já estivemos em contacto. sabemos que nada é para sempre, mas temos sempre o fim como uma certeza muito distante. é daqui a muitos anos, é quando já formos velhinhos, os nossos filhos crescidos, quem sabe os netos, cabelos prata a rodear as rugas da experiência. a verdade é que ninguém está preparado para o fim daquilo que é tão bom. a vida.





há duas semanas, enquanto conversava com uma amiga, reparei que tinha um "alto" no pescoço, mesmo por baixo do queixo. achei (muito) estranho, mas continuei o meu dia normalmente. mas ficou ali a matutar e quase inconscientemente, volta e meia lá estava eu a apalpar aquele alto, que parecia ter o tamanho de uma amêndoa. 
não costumo ser muito alarmista com nada, nem quando são coisas com os meus filhos, consigo ter cabeça fria e ser pragmática sem entrar em pânico. mas desta vez foi diferente. houve um medo, uma nuvem de pensamentos negativos que me invadiu de uma maneira que nem consigo explicar bem. ia trabalhar e, no carro, as lágrimas corriam-me só de pensar que não ia ver os meus filhos crescer, que ia perder anos tão bons junto do meu marido, os planos, as viagens, a família, os amigos... parece ridículo agora, mas imaginei as despedidas, cheguei a escrever cartas (em pensamento) com mensagens para as pessoas mais importantes da minha vida. os meus filhos, os meus filhos... parece ridículo agora, mas eu via realmente algo de mau a acontecer. e eu tão feliz, tão jovem, dois filhos pequenos, as pessoas diziam... como nunca tal me tinha acontecido, este tipo de reacção,  este tipo de pensamentos, achei mesmo que só podia ser real.

entretanto consegui consulta com a minha médica. o alto estava maior, mas ia na expectativa de chegar lá e que ela se risse (no sentido figurado) da minha preocupação, que aquilo seria uma amigdalite disfarçada ou qualquer coisa muito banal. mas não. com a sua calma natural, indicou-me que fizesse uma ecografia com um especialista que, se achasse por bem, faria logo uma biopsia! 
fiquei para morrer e desabei! claro que ela me confortou e disse que estas coisas podem não ser nada, mas que tem que se ver, ter a certeza, patati-patatá... só chorei, fartei-me de chorar ali mesmo. ela confortou-me mas não me disse nada do que eu queria ouvir, do género: isso não é nada, não seja ridícula! 
na mesma semana, fui vista por um otorrino (parece que para coisas no pescoço, a especialidade é esta!) e fiz a ecografia. e na mesma semana gastei qualquer reservatório de lágrimas que pudesse ter...


na mesma semana, coloquei-me tantas vezes no lugar do outro. aquele que sente que algo estranho se passa e aguarda ansiosamente pela consulta. aquele que ouve, incrédulo, o diagnóstico. aquele que sofre junto. aquele que vai buscar forças que pensa não ter e luta com tudo o que tem, para adiar o fim. 
eu dou valor a tudo o que tenho. sempre dei. a todos os que tenho. tenho consciência de que a vida, não sendo perfeita, é maravilhosa, e agradeço muito por isso. não me queixo. e esta semana agradeci em dobro. 
o diagnóstico chegou: pedra na glândula sub-lingual (nem sabia que existia). antibiótico, dieta e consulta para revisão. nada de mais, respiro fundo e sorrio. 
todos temos noção da finitude, que nada é para sempre, mas todos cremos que o fim será bem longe, num velhinhos distante, daqui a muitos anos, no ciclo natural da vida. ter a noção clara de que o fim pode ser já ali, torna cada dia único, percebemos que nada é para sempre e que temos mesmo que agradecer, viver cada dia como se fosse o último e dar valor às coisas mais simples mas mais bonitas da vida. 
e isto, não são frases do Pinterest, é a realidade!




Boa semana! Aproveitem bem!



Sofia**










novembro 14, 2017

good things...





tenho escrito muito menos do que gostaria, muito menos do que as ideias e histórias que passeiam em mim, mas o tempo tem sido curto, e um assalto anímico na semana passada, pregou-me uma partida. 
para equilibrar, a escassez do tempo deve-se a coisas muito boas, e coisas muito boas levam o seu tempo.... é aproveitar! 



Boa semana!!

Sofia**










novembro 07, 2017

À sua procura

Imaginem que passeavam numa feira de antiguidades e davam de caras com um livro datado dos anos 60, cheio de fotografias a preto e branco, tipo passe, de completos desconhecidos. 
Imaginem que até viviam em Lisboa e descobriam essa preciosidade no Porto.
Imaginem que gostavam muito de fotografia, e até faziam desse o vosso modo de vida. 

O que faziam com este livro?




O Pau Storch teve a generosidade de tratar este livro como algo precioso, que na realidade é. Viu além das caras e das expressões, viu mais do que simples fotografias "tipo passe", viu histórias de vida, viu caminhos que seguiram os seus rumos e quem sabe agora podem voltar a cruzar-se. E anda à sua procura!
Este é um projecto que vale a pena partilhar! E quem sabe não descobrem uma cara conhecida, uma história com que se identificam. Eu ando à procura!  ;)








Dia bom!
Sofia**











outubro 31, 2017

Happy Halloween!


Os meus filhos foram mascarados para a escola.
No infantário do pequeno (4 anos), tudo numa grande festa. Bruxinhas, dráculas, vampiros todos eufóricos com um dia diferente, um dia de faz de conta.
Na escola do mais velho (7 anos), depois de ontem terem avisado que podiam ir vestidos para o Halloween, hoje barraram todas as máscaras à entrada. Os pais do 1º ano não queriam ver os filhos assustados...

(já dizia a Alanis: isn't it ironic...)



Happy Halloween!


#omundoaocontrário #ospaisdascrianças




Divirtam-se!!


Sofia**