junho 26, 2017

24 semanas





estou mesmo feliz porque há 24 semanas atrás tomei uma decisão.
estou mesmo feliz porque há 24 semanas atrás coloquei um plano em prática.
estou mesmo feliz porque ao longo de 24 semanas não perdi o foco.
estou mesmo feliz porque não me propus a correr uma maratona.
estou mesmo feliz porque comecei com pequenos passos e, aos poucos, alterei a minha rotina.
estou mesmo feliz porque ao longo de 24 semanas não deixei de aproveitar a vida, pelo contrário, vivo melhor.
estou mesmo feliz porque os resultados já são visíveis (longe da perfeição) e, consequentemente, sinto-me melhor comigo.
estou mesmo feliz porque em vez de lamentar o tempo em que me esqueci e em que me acomodei, celebro estas 24 semanas de regresso a uma das coisas que mais gosto de fazer: cuidar de mim!

estou mesmo feliz porque tudo isto foi conseguido por mim, mas também pode ser por ti, basta começares!





Força!

Sofia**







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junho 23, 2017

9 meses






passaram 9 meses desde que iniciaste um salto gigante no teu crescimento. 
deixaste a casa onde cresceste durante seis anos, os amigos do berçário, e ingressaste numa escola nova, com rotinas diferentes, o que te causou alguma ansiedade natural. tiveste que enfrentar a nova sala de aula, o grande recreio cheio de meninos mais velhos, conhecer novos colegas, a nova professora, e novas funcionárias. 
quando te deixei na escola, no primeiro dia, senti bem a tua angústia. voltei ao meu primeiro dia de escola primária, aquele espaço enorme e eu sem conhecer ninguém. perto de ti, o meu beijo foi sempre de confiança, longe, o meu coração pequenino.
árvore após árvore (lembras-te?) lá conseguiste entrar sozinho por aquele portão, e ao fim de uma semana, um pouco mais tranquilo, já levavas maior confiança no disfarce das incertezas. 
9 meses e o teu crescimento é gigante. não só na altura. enfrentaste os teus medos, superaste os teus receios, fizeste amigos novos, fortaleceste amizades.
9 meses, o tempo de aprenderes a ler e a escrever, o gosto pelas contas e a paixão pelas experiências, a satisfação e o orgulho nas tuas conquistas. O tempo em que não aprendeste a gostar dos TPC's, nem de estar sentado muito tempo, mas disfarçaste bem. O tempo de todos aprenderem o teu nome mas ninguém ter queixas tuas.
Tenho tanto orgulho em ti. Vejo aquilo que imaginei há 9 meses atrás: um miúdo feliz!
Hoje, quando passaste o portão da escola, gritaste FÉRIAS!! com a alegria de quem sabe bem como fazer a manutenção dessa felicidade.

Boas férias miúdo! Vamos torná-las inesquecíveis!





com amor, 
mãe












junho 22, 2017

terríveis criaturas... *





. cena 1 - hora de deitar: 21h30

mãe dá mimo, pai conta história. ou pai dá mimo e mãe conta história. ou mãe e pai dão mimo e contam histórias.

o que é que se passa a seguir?
"mãe, tenho sede! / pai, só te quero dizer uma coisa.../ mããee, posso ir fazer xixi?? / mãe e pai, mais um miminho!! / pai, quero água! / mãe, podes vir aqui?? Por favor!!" 

hora de dormir: 23h00!

resultado: pais exaustos, a verem um episódio de qualquer coisa que dura 45 minutos, em três horas!



. cena 2 - hora de deitar: 21h30

fazemos jogo de tabuleiro os quatro e neste caso substituímos a história. pai dá miminhos, mãe dá miminhos e canta uma música.

o que é que se passa a seguir?
"mãe, tenho sede! / pai, só te quero dizer uma coisa.../ mããee, posso ir fazer xixi?? / mãe e pai, mais um miminho!! / pai, tenho fome!! mas eu tenho muita fome!! / mãe, podes vir aqui??" 

hora de dormir: 23h00!

resultado: pais exaustos, já na cama, enquanto eles continuam nisto...




cena 3 - hora de deitar: 21h30

pai não está. 
mãe conta história e dá miminho na cama do mais novo. troca e dá miminho na cama do mais velho, que entretanto contou até 49, enquanto eu estive com o irmão, logo, vai contar até 49 outra vez, que aqui somos pela igualdade, e só depois posso sair da cama dele! e eu cumpro!


o que é que se passa a seguir? 
"mãe, tenho sede! / mãe, só te quero dizer uma coisa... / mããee, posso ir fazer xixi?? / mãe, quando é que o pai chega?? / mãe, quero água! / mãe, podes vir aqui?? Vá lááá!" 

hora de dormir: 23h00!

resultado: mãe exausta a escrever este post sobre as terríveis criaturas que adora... mas que lhe põem os cabelos em pé!! (ainda não são 23h mas eu sei como isto vai acabar...)




Conclusão: acho que eles querem mesmo enlouquecer-nos!



O meu abraço especial a todos os que passam pelo mesmo... há mais por aí, certo?? (gritem, por favor!) :)





* olho para esta foto com três anos (que fofos!), e percebo que a hora de dormir há muito que tem muito que se lhe diga... felizmente as noites correm (quase sempre) bem!








junho 21, 2017

perigoso é jogar ao pião!!?

ATENÇÃO: 

Este post não tem como objectivo criticar a forma de educar/entreter os filhos dos outros. Não sou (ou não somos) anti coisa nenhuma. Só quero colocar alguns factos em perspectiva, pensar um pouco, porque de certa forma acho que se está a perder a noção...




em meados do ano lectivo o Rodrigo, que entrou para o 1º ano, comentou cá em casa, que um menino do 3º ano tinha um telefone, que era muita fixe e passava os intervalos a jogar jogos no smartphone. fartou-se de apelar ao nosso bom senso, para que lhe comprássemos um também, porque como aquele menino existiam muitos outros que tinham telefone, inclusive um colega da mesma idade dele (na altura, seis anos) também tinha. 
perante tanta pedinchisse, que em escassos momentos me fez duvidar da minha decisão (nem pensar!), perguntei-lhe o que achava ele mais divertido: brincar com os amigos, aproveitar os míseros 30 minutos ao ar livre para correr e jogar o que lhe apetecesse, ou ficar sentado num banco (como está o dia quase todo) a olhar para um ecran? a resposta foi a que esperava: prefiro brincar! 
fi-lo pensar, apesar da resposta dele não ter influência na minha decisão, tomar uma decisão, e não foi preciso dizer-lhe que não, não lhe ia dar um telefone. 

no Natal, os avós ofereceram um tablet a cada um. 
honestamente, eles raramente pegam nos tablets, passam semanas sem lhes tocar. é verdade que ás vezes dão jeito nos restaurantes, mas fora isso, raramente me lembro de lhos dar e eles também raramente pedem.
no entanto, há muito que o Duarte, quatro anos, me pede para levar o tablet para o infantário, porque A,B e C também levam e patati-patatá, porque é que ele não pode levar!? explico-lhe que a escola é para fazer actividades e brincar com os amigos, não há espaço para ecrans e bonecos digitais. ele amarra o burro mas não leva. (além disso, sinceramente, nunca acreditei que os amigos usassem mesmo o tablet, talvez o deixassem guardado na mochila, mas só.)


Uma das coisas que o Rodrigo mais gosta quando vai a casa dos avós paternos é descobrir os antigos brinquedos do pai e do tio. no outro dia, descobriu dois piões, daqueles de madeira, pintados a verniz, tão antigo e diferente do que se vê hoje, que ainda o tornou mais apelativo. trouxe-o, todo contente, e quis levar para a escola para mostrar aos amigos e ensinar-lhes uns truques. 
quando o fui buscar, perguntei: 

- então, os piões foram um sucesso, não?
- não mãe, a professora não deixou levar para o recreio!
- Não?! Porquê?? 
- Ela disse que sem querer podíamos ficar mal, se o pião saltasse e batesse na cabeça de algum menino... que era melhor guardar.


(não quis acreditar que, em 2017, um pião é considerado uma arma potencialmente perigosa na escola primária no primeiro ciclo! enfim...)



Um destes dias, quando estava a deixar o Duarte no infantário, repito, no in-fan-tá-rio, reparo num colega dele (4 anos) alheado de toda a conversa que a mãe está a ter com a educadora e comigo, porque está fixado no tablet que ganhou do mano, uma vez que este, que vai para o 5º ano recebeu, claro, um smartphone e já não quer o tablet que é para bebés... 
à parte daquela cena não me fazer sentido naquele local, e de ter imediatamente os meus a buzinarem-me "Vês mãe, ele traz!!" vim-me embora sem pensar mais no assunto. até regressar da parte da tarde, e estarem todos os meninos na rua a brincar, a correr, a jogar jogos, menos aquele que estava sentado num canto a progredir na amizade com o seu tablet!
(Na mesma escola onde não podem levar espadas nem armas de plástico para não estimular a agressividade... sou psicóloga e, sinceramente, não entendo!)




Resumindo: é só a mim que isto não faz sentido nenhum?! 

- crianças de quatro anos com tablets no infantário?
- crianças de seis anos com smartphones?
- crianças com gigas de internet nos dispositivos?
- crianças com livre acesso a todos os conteúdos que possam encontrar na internet?
- crianças que não brincam, jogam com ecrans??
- faz sentido dar um telefone a uma criança, que hoje em dia não é só um telefone, é uma central de comunicação e partilha, a crianças que não se sabem proteger, que não entendem a falta de limites que existe na internet?
- faz sentido dar um tablet ou um smartphone a uma criança, independentemente da idade só porque temos muitos lá em casa? A MEO ofereceu, a NOS também... olha, este fica para ele!?




Pais, educadores, escolas, professores: isto não é perigoso? 

claro que é! mas, claro que é!!

O que estamos a fazer às nossas crianças? vão crescer sem saberem resolver conflitos, sem privilegiarem os momentos com pessoas de carne e osso, sem conhecerem os jogos tradicionais?

Será necessária uma proibição superior, relativa ao uso destes dispositivos nas escolas/infantários e porque não, creches? 

Já li por aí que os pais que cresceram na década de 80 (eu!) protegem demasiado os filhos, não lhes dão responsabilidades, não os deixam errar, etc...
Mas, estamos a protegê-los de quê?? Da possibilidade de levarem um galo na cabeça e uma história para contar em casa? de criarem memórias reais, com pessoas e acontecimentos reais?



Digam-me: sou só eu?...








Sofia**








junho 19, 2017

A bipolaridade da mãe natureza...





neste fim de semana, enquanto a maior parte de nós se divertia e contemplava a beleza natural deste nosso lindo país, muitos viviam um verdadeiro inferno que chegou sem aviso.
a natureza tem este poder, o de nos deixar deslumbrados com a sua beleza, a sua grandiosidade e capacidade de se construir e, por outro lado, deixa-nos devastados quando a sua força ganha vida própria e causa tanta destruição.
é o maior incêndio e com maior número de vítimas de que há memória em Portugal. as imagens, do durante e do depois, são impressionantes, mas são imagens... só quem está no terreno sente verdadeiramente o que se passa.
muita força a todos os que vivem de perto esta tragédia. aos que perderam, aos que tentam salvar, aos que sobrevivem.
e que depois disto, os críticos se juntem para encontrar soluções para que incêndio algum volte a tomar estas proporções.







Bem hajam!

Sofia**