janeiro 15, 2019

12.01.2019 - 7 anos e mudança de casa!

dizem que o que está a dar são os vlogs e o instagram, que os blogs estão obsoletos e qualquer dia deixam de existir...
bem, eu criei o meu há 7 anos!! 7 anos que voaram! Em 2012, só havia meia dúzia deles conhecidos (lembro-me da Pipoca e da Cocó e pouco mais) e o conceito de influencer ainda era praticamente desconhecido. 
comecei pela necessidade de escrever e partilhar, numa altura meio agridoce da minha vida, e sem qualquer objectivo de alcançar fosse o que fosse no meio da internet.
a verdade é que continuo a gostar muito de escrever, mas com o aparecimento do instagram, a minha menor disponibilidade de tempo e a paixão pela fotografia, tenho vindo menos aqui do que gostaria. apesar disso, resolvi que não quero abandonar de todo esta minha "casa" mas antes dar-lhe um refresh, mudar de morada!

A partir de hoje podem encontrar-nos aqui:




ainda estamos a tratar das arrumações na nova casa, mas espero que gostem tanto como eu!

Dizem que 7 é o número da sorte e 2019 o ano da mudança... confio que sim! ;)



Tenham dias felizes!

Sofia**

janeiro 07, 2019

o MEU pós parto

já tinha pensado falar neste assunto aqui algumas vezes e por uma razão ou por outra adiava, mas dado que o assunto do momento é o pós parto das famosas acho que se impõe que se fale da comum das mortais!?  

já aqui tenho dito que tenho gravidezes santas (amén)! sim tenho enjoos no primeiro trimestre, no segundo a ciática começa a atacar forte, e a partir do sétimo mês a coisa começa a pesar e "já acabava com isto" é a frase que mais digo. Mas, posto isto, sinto-me linda, maravilhosa, não aumento muito de peso, sinto-me com muita energia (a maior parte do tempo), and so on...
mas nem tudo é perfeito! tenho três filhos e nenhum nasceu de parto normal. três cesarianas, a segunda aconteceu devido a inicio de ruptura uterina o que tornou a recuperação um pouco mais dolorosa, duas delas foram com anestesia raquidiana o que implica estar 24h deitada após o nascimento, com muito pouca mobilidade. ou seja, nem tudo são rosas!

esta sou eu 10 dias após o nascimento da Victória! pareço bem, certo? 
deixem-me que vos diga...




dez dias depois já tinha perdido metade dos 10 kg ganhos durante a gravidez, não é mau, mas a "barriguita" estava lá e só conseguia vestir as minhas calças de grávida, só conseguia calçar uns ténis a custo porque os meus pés estavam tão inchados que pareciam traineiras. aliás, toda eu era um inchaço só (não parece tanto aqui) apesar de estar muito melhor do que há cinco dias, ainda estava muuuuitoo longe do meu estado normal. claro que a mobilidade também não era grande coisa, porque tinha uma cicatriz com cerca de 10 cm ainda fresca no baixo ventre, o que me fazia ter dificuldade em levantar, sentar, deitar, por exemplo! o peito também já estava melhor, se me lembrar que ao 4º dia (dia da alta) tive a subida do leite, e parecia que ia rebentar! duro como pedra, quente, a médica que me deu alta nesse dia disse que eu ia voltar com uma mastite e a chorar horrores (uma querida! #sqn)! eu confiei na minha experiência (das outras vezes foi igual) e quando cheguei a casa massagei bem o peito com água quente e os nós dos dedos, em movimentos circulares, para descongestionar os canais e fazer o leite fluir. dizer que nesta altura ainda mordia uma fralda de cada vez que dava de mamar (ou seja, de 2 em 2 horas) para suportar a dor e enquanto ensinava a minha filha a pegar na mama como deve ser... foi assim durante 3 semanas!

ou seja, dez dias depois da minha filha nascer, onde fui eu? ao centro de saúde, pesar a minha cria! de seguida voltei para casa, vesti o meu pijama, deitei-me no sofá de pernas ao alto, para ver se as pernas e os pés desinchavam - doía só de andar.  pouco mais fiz do que dormir, mudar a fralda e dar de mamar. e tratar dos mínimos da casa até os meus dois outros tesouros chegarem da escola. 
dizer que desta vez não senti o blues pós parto, o que aconteceu nas outras vezes, por isso, vá lá, não tive ataques de choro vindos do nada. mas estava cansada e nem falar ao telefone me apetecia, nem com a minha mãe...

depois de três filhos, três pós partos idênticos, posso dizer que não me aflige que o meu corpo não esteja impecável cinco dias depois, nem cinco semanas, e quando vejo mulheres de bikini mal saem da maternidade, sinceramente, também não me faz confusão, provavelmente é o resultado de anos de trabalho no ginásio aliados a uma genética 5 estrelas. o que me faz alguma confusão (sem qualquer julgamento) é a disposição, a vontade, o ânimo para largar a cria e voltar ao trabalho, ás festas, aos jantares, á loucura do dia a dia. para além da recuperação física, mais a interna do que a que está á vista, o pós parto também é esse recolher no ninho, aproveitar o aconchego de ter um recém nascido nos braços, o nosso bebé, o nosso filho/a, é conhecer-lhe cada traço, cheirá-lo infinitamente, ficar só ali a cuidar, a olhar... e descansar, porque um parto (normal ou cesariana) é fisicamente muito exigente, e os dias, semanas que se seguem também. por muito calmo que seja o bebé, por muita ajuda que se tenha em casa, há uma exigência física enorme que precisa de ser recuperada. as noites nunca mais são iguais, amamentar cansa, as rotinas alteram-se por muito que não se queira. não é preciso fazer da gravidez, da maternidade ou da amamentação um drama, mas que trazem muitas alterações trazem, e cada umA vive as mesmas da maneira que lhe é possível!

então, desta comum mortal para ti que me estás a ler e a perguntar como é que elas conseguem? não te matirizes. tudo a seu tempo. aproveita cada momento com o teu filho/a porque estes momentos não voltam. o corpo aos poucos (e com alguns cuidados na altura certa) volta ao normal, o peito deixa de doer, a cicatriz sara, as horas vão voltar a dar para mais, mas aquele bebé minúsculo (felizmente) não. digo-te eu, mãe de três, com uma filha com dois meses apenas, e já com saudades dos dias em que estava deitada no sofá, porque nessa altura ela era tão pequenina que quase me cabia na palma da mão, e agora até já ri e faz aquele jogo de olhar delicioso enquanto mama. está enorme!


um beijinho a todas as mamãs que neste momento pouco mais vontade têm do que ler umas linhas. vai dar tudo certo! vai voltar tudo ao normal!!





Sofia**





p.s.: lembrei-me agora que cerca de 10 dias depois também saí para receber o meu diploma do curso de fotografia. fui muito empurrada por ele, que fez questão que eu estivesse lá. fomos os cinco, eu muito inchada, de cinta, mas muito feliz com o "rebanho" todo atrás! não tinha vontade nenhuma de ser vista, mas ainda bem que fui lá e estive presente naquele momento que representa uma fase importante da minha vida!







janeiro 06, 2019

2018




2018 foi um ano em que escrevi muito menos do que gostaria, mas que em compensação fotografei muito mais, aprendi mais, e foquei-me mais em áreas que me dão muito prazer e que espero venham a dar muitos frutos. mas não foi só.
2018 começou com um desafio que impus a mim própria, empurrada por uma oferta de Natal: voltar a calçar os patins. foi tão bom, conseguir deslizar sobre rodas, rir como uma criança outra vez, acompanhada pelo meu filho Rodrigo. seguiu-se uma viagem ao centro de Portugal, à terra dos meus avós e que faz parte da minha infância: Santar, conhecem? uma passagem no Portugal dos Pequenitos, Caldas da Rainha e Óbidos (podem ver tudo aqui).
Foi também o ano em que gerei o meu terceiro filho, primeira e única filhA!. nenhuma das minhas gravidezes começou e terminou no mesmo ano. o Rodrigo é um bebé 2009/2010 e o Duarte 2012/2013! 
de 2017 trouxe o desejo de engravidar, o que aconteceu logo no 2º mês de 2018, e desenrolou-se com uma gravidez bonita e tranquila, que culminou na felicidade de conhecer a minha pequenina no mês 11, mesmo antes de terminar o ano. tenho a sorte de ter gravidezes tranquilas, e que me fazem sentir mais bonita, mais confiante, capaz de virar o mundo!! desejava que fosse assim com todas as mulheres que desejam ser mães.
em Março, já faz quase 1 ano, fizemos a nossa primeira viagem a quatro, uma verdadeira aventura da qual ainda nem falei aqui... tenho centenas de fotografias que ainda não consegui ver, acreditam? tudo porque me dão náuseas, as mesmas que me acompanharam no primeiro trimestre de gestação. cada vez que penso na nossa aventura a Abu Dhabi (em breve mostro, espero) tenho a mesma sensação de náusea... incrível a nossa memória emotiva!
os meus filhos, que queriam tanto uma mana, que ficaram tão felizes quando lhes contei que estava grávida, no dia dos Irmãos, e radiantes quando soubémos que era mesmo uma menina! o pai, mais babado do planeta, tão feliz e enamorado por mim, por nós, pela nossa família.
foi um ano muito bom, com boas recordações e com a Victória a ser a cereja no topo do bolo!

desejo a todos os que passam por aqui um 2019 cheio de saúde e alegrias, e que continuem a vir a este cantinho sempre que assim desejarem. eu não o abandono, prometo! ;)



Feliz 2019!!

Sofia**







novembro 18, 2018

os manos

ter o terceiro filho foi uma hipótese que esteve sempre em cima da mesa. por mim, por nós, eles teriam todos três anos de diferença entre si, mas por ter feito duas cesarianas não foi possível. depois, conforme o tempo passa e eles vão ficando mais independentes parece que custa mais voltar a pensar em fraldas e noites mal dormidas, a nossa própria independência também nos leva a outros planos e pode afastar-nos da ideia de ter mais um. foi o que aconteceu comigo durante algum tempo. quando voltámos a falar mais a sério sobre esta hipótese, decidi que teria que ser este ano e ponto final. 

sem falarmos com eles sobre este assunto, porque achamos que a decisão tem sempre que partir de nós pais, ter outro irmão era um desejo que cada um ia expressando á sua maneira. aliás, ter uma irmã era o que eles queriam de verdade. e nós ficávamos enternecidos ao ouvi-los falar e planear como seria com a mana, que nós ainda nem sabíamos se viria, mas que para eles era já uma certeza.
nunca me vou esquecer da reacção dos dois quando contámos que o "presente" deles estava na barriga da mamã. foi uma felicidade genuína. 
a mesma que vi nos olhos de ambos quando viram a mana pela primeira vez! um brilho no olhar, uma ternura a pegar nela como nunca tinha visto, e como se calhar não seria possível se eles fossem mais pequeninos e vissem esta mana talvez mais como uma ameaça ao seu espaço em vez de mais alguém para partilharem amor.
e talvez por isso as palavras deles me fiquem gravadas e eu queira registar as reacções de quando se conheceram a primeira vez:



Duarte, 5 anos: "Estou tão feliz, mamã!"




Rodrigo, 8 anos: "Mãe, já não preciso de prendas de Natal!"






os meus três amores...

mãe










novembro 15, 2018

01.11.2018




não foi inesperado, não houve surpresas, desta vez. no dia marcado, pelas 09h00, lá estávamos nós pela mão do pai, no Hospital de Faro. Pensámos que seria rápido, que ao final da manhã já te conhecíamos, mas não. felizmente o nosso caso não era urgente, e apesar de às 10h já estar pronta e a soro, a nossa "hora" foi sendo adiada... deu para conversarmos, para dormir um pouco, falar com os manos ao telefone, sacudir um certo nervosismo, que por muito que não se queira aparece sempre em situações em que a saúde e o amor se cruzam.
ás 16h, finalmente chamaram-me. um beijo no pai e um até já. depois foi a parte menos romântica, a preparação para uma cirurgia (para os médicos), preparar-me para conhecer a minha filhA (para mim).

a sala estava gelada, e eu tremia tanto de frio, talvez do nervosismo também. mas havia música, e vozes, calmas e compreensivas também. a equipa que me assistiu foi impecável e atenciosa.


e, naquele momento que me pareceu uma eternidade, enquanto tocava na rádio Procura por mim, letra com tanto significado, que tanto ouviste enquanto habitavas em mim, oiço o teu choro forte e vigoroso... eram 17h11m e nascias tu Victória, e as lágrimas que me caíram pela face ao conhecer-te, finalmente, aqueceram-me!

benvinda ao mundo, à minha vida, às nossas vidas!



Amo-te,
mãe





outubro 16, 2018

o amor em (34) semanas...

nesta altura já só olho para a meta. o cansaço apodera-se de mim, vejo e revejo o que ainda falta fazer para receber a nossa menina, para não ter muito com que me preocupar depois, no imediato, quando forem três a pedir atenção e mimo. as noites já são difíceis, a ciática dá cabo de mim, mas de resto sinto-me bem, ansiosa para conhecer a minha bebé!




é a minha terceira (e última) gravidez. tenho registo de todas. fotografias que se transformaram em álbuns, palavras que resultaram em diários. aqui e em papel, com a minha letra, com algumas frases mais que ficam só para cada um deles, um dia que as leiam.
ás vezes perguntam-me como era quando estavam na minha barriga e eu recorro ás imagens, e lembro-me de cada uma delas para lhes contar um pouco da sua história.
por isso digo: não se inibam de registar as diferentes fases da gravidez. mesmo que agora só encontrem defeitos, daqui a muitos anos vão com certeza achar que afinal estavam fantásticas e vão ter imagens bonitas para contar um pouco da história dos vossos filhos!




Sofia**






outubro 04, 2018

ainda vamos a tempo de falar das férias de verão??

ao contrário do ano passado, que viajámos durante dois dias para chegarmos ao nosso destino (maravilhoso) de férias, este ano decidimos ficar por perto. achámos que o final do segundo trimestre de gravidez não combinava com grandes viagens e grandes aventuras e optámos finalmente por "explorar" a costa vicentina.
digo finalmente porque tanto eu como o R. crescemos na costa, conhecemos bem algumas praias, esta é uma zona maravilhosa que nos é bem familiar.  apesar disso, nunca passámos realmente férias nestas praias lindas, por comodismo acabávamos por ficar sempre em casa (Sines, Porto Côvo) ou se era para sair resolvíamos ir para perto de nuestros hermanos. mas a verdade é que a beleza das nossas praias é única e a qualidade da nossa comida é sem sombra de dúvidas melhor!











depois de irmos buscar os miúdos aos avós e de passarmos alguns dias com a família, descemos um pouquinho e parámos na Zambujeira do Mar,.
tivemos muita sorte com o tempo, meados de Agosto altura em que houve aquela vaga de calor que serviu para que na costa vicentina não se morresse de calor mas também não foi necessário andar sempre de casaco atrás (como é costume).
e ainda bem que ficámos por aqui. fomos á praia de Odeceixe que é linda de morrer, mas com uma grande descida... o que significa uma maior subida, o que me deixou um bocado cansada! redescobrimos depois a praia do Carvalhal, com bons acessos, grande areal e com ondas suficientes para o Rodrigo praticar skimming. acabámos por ir para lá nos dias seguintes e quando demos conta o nosso surfer boy já dava aulas a uma série de miúdos que se juntavam a ele para experimentar a prancha e pedir dicas para começarem.
a temperatura da água também estava aceitável e apesar da constante bandeira amarela conseguimos tomar sempre banho.

éramos sempre os últimos a sair da praia (por volta das 21h!!) porque somos grandes fãs do por do sol, momento mágico e único quando presenciado na praia. a esta hora a água ficava ainda melhor e convidava sempre a um último mergulho!








ficámos "hospedados" no Zmar, mais propriamente na nossa tenda! (achei que se já dormia mal na cama porque não dormir mal no colchão insuflável?! e a verdade é que não foi pior!)
divertimo-nos no Zmar, os miúdos fizeram amigos, e tentámos intercalar períodos de praia com piscina. a piscina de 100m é realmente fantástica, e mesmo estando muita gente nunca nos sentimos "encurralados". o parque para crianças tem espirito de aventura e os meus rapazes adoraram! também existem espectáculos á noite, e actividades durante o dia para quem quiser explorar o parque, descobrir novas actividades ou simplesmente divertir-se!
a limpeza dos espaços comuns é boa, na zona das piscinas, mas na zona dos balneários deveria ser melhor, bem como a iluminação das ruas, praticamente inexistente.


de uma maneira geral passámos uns dias maravilhosos no nosso país, e tão perto de casa! estes dias em que estamos só nós, sem horários, nem coisas chatas e rotineiras para fazer são sempre a melhor fase do ano. claro que há sempre uma discussão ou outra, irmãos que se chateiam, pais que repreendem, mas no fim o saldo é muito positivo e, quando acaba, começamos logo a olhar para o calendário á procura de uma hipótese para escaparmos outra vez!




e por aí, que tal de férias de verão? 



Sofia**


P.S.: se quiserem podem espreitar as nossas últimas férias e outros passeios AQUI! ;)






setembro 27, 2018

2016, o álbum!
















tento fazer sempre um álbum por ano, com as nossas melhores fotos, os melhores momentos, o que queremos recordar, o que não queremos mesmo esquecer. por norma, aproveito o final  do ano em que há sempre promoções e consigo fazer dois álbuns pelo preço de um.
dá-me sempre imenso gozo escolher, passear-me pelas fotos, relembrar quando e onde estivemos e a fazer o quê. por vezes, até consigo lembrar-me de alguma coisa mais caricata que tenha acontecido. 

também guardo sempre algumas páginas para fotos do Instagram, que muitas vezes traduzem momentos flash que me trazem muitas emoções. estou a terminar o álbum de 2016, um ano que não foi muito fácil, mas que teve muitos bons momentos.  escolhi estas fotos do IG, o Rodrigo com seis anos e o Duarte com três, tão pequeninos, parece que foi há uma eternidade... não deixem mesmo de passar algumas das milhares de fotos que ficam esquecidas no disco rígido para o papel. vale mesmo a pena rever as expressões, as experiências vividas, e mais que tudo, contar-lhes as histórias deles, com imagens reais!


Sofia**



P.S.: também podem querer ler alguns dos nossos posts aqui! ;)





setembro 17, 2018

o amor em (30) semanas...






"Os olhos verdes do pai, os caracóis do mano mais velho, o sorriso do mano do meio, linda como a mãe e rebelde como a Brave!"

É assim que eles vão imaginando a mana. Eu , só consigo desejar que venha perfeita e com saúde. O resto nós tratamos!













setembro 05, 2018

o problema dos psicólogos...

hoje enquanto passeava os olhos pelo facebook vi, em letras garrafais, uma publicação com uma frase de um psicólogo (que por acaso não admiro!) e que tem uma rúbrica frequente na tv: "as crianças têm que ser contrariadas, temos que lhes dizer que não!"



ora, não que eu discorde, claro que não podemos nem devemos dizer que sim a tudo às criaturinhas cá (aí) de casa, mas o problema é o que se retira destas publicações. basta lermos alguns comentários para percebermos que a maioria das pessoas não lê o artigo completo, ataca ou defende o assunto consoante o que lhe dá mais jeito, o que acha mais correcto fazer. logo em seguida podemos dar de caras com outra frase a negrito, de outro psicólogo/a a defender que devemos dizer sim mais vezes aos nossos filhos, que o não pode destruir-lhes a auto-estima... e mais uma vez, poucos vão ler o conteúdo. e enquanto uns defendem a sua opinião na caixa de comentários, outros (muitos) ficam a remoer os seus sentimentos de culpa, ora porque estão sempre a dizer que não ora porque estão a destruir a auto estima dos filhos, os seus bens mais adorados. a confusão pode dar lugar à incoerência, ou até ao a um encolher de ombros, porque assim como assim, vão estar sempre a errar.

nesta coisa da parentalidade há que ter muito bom senso. sim, a psicologia é uma óptima aliada na educação e desenvolvimento da criança, sim há profissionais muito bons e com boas dicas para orientar quem se sentir mais perdido, MAS, há que saber filtrar a informação (que hoje em dia é exagerada) e saber seguir o instinto de mãe (e pai)! ler apenas as letras gordas pode levar a muitos desenganos, a culpas desnecessárias, a contradições que só colocam mais stress nesta função maravilhosa e desafiante que é educar uma criança!
o problema não são os psicólogos, às vezes o problema é estarem cada vez mais onde menos fazem falta!



Sofia**











setembro 02, 2018

01.09.2018

apesar de cansados, saímos de casa rumo a uma praia que gostamos muito, mas que por ficar mais longe de casa, vamos poucas vezes. Manta Rota tem muito estacionamento, é de fácil acesso e tem um areal extenso. quando chegámos a maré ainda estava vazia, com uma ondulação suave, deu para andarmos à vontade dentro de água, que era onde se estava bem com o calor que fazia.
saímos já tarde, e no regresso parámos em Santa Luzia, para comermos o tão afamado polvo. infelizmente, a fama eleva muito os preços e o querer fazer do verão o mealheiro para o inverno, leva a que muitas vezes a qualidade fique aquém do que seria de esperar. foi o que aconteceu, não viemos nada satisfeitos. preço muito elevado para pouca comida e de qualidade mediana, serviço razoável... 





mas o que foi bom mesmo foi o dia de praia. os miúdos, pelo menos os meus, são tão mais fáceis na rua, ao ar livre, tão mais felizes. não há birras, implicâncias nem chatices. é só deixá-los aproveitar! 

no caminho do restaurante até ao carro (estacionámos longe) o Duarte exigiu que decidíssemos o nome da mana! vinha a falar da bebé isto, para a bebé aquilo, quando a bebé nascer, até que se apercebeu que tínhamos que escolher o nome, não podia continuar a ser bebé!
curiosamente, a mana já teve nome. dois até. logo quando lhes contámos ambos disseram o mesmo nome para menina, assim, sem mais. mas com o passar do tempo foram colocando mais hipóteses, até porque demorou para sabermos o sexo da criança. quando finalmente soubemos, houve um nome que soou bem aos quatro e por unanimidade achamos que seria uma boa escolha mas... pareceu-nos fácil demais, decidir assim logo à primeira, e acabámos por não fechar logo o assunto. resultado, um mês depois, surgiram mais hipóteses e agora apesar da maioria concordar com o nome não há unanimidade! (risos) sendo assim vamos esperar mais uns dias... o Duarte sugeriu que esperássemos para ver a cara da mana!!? não sei se aguento...
mas é muito engraçado este processo. quando foi do Rodrigo, era só eu e o pai para escolher. do Duarte, o Rodrigo era pequenino, dizia que o mano era o Zé Rui (porque apanhou a altura do Natal, José e Maria, e Rui do pai...), mas nunca pensámos em deixar nas mãos dele a decisão. agora, embora também não deixemos a decisão para os manos (apesar das sugestões serem muito interessantes e as opiniões válidas), gostávamos que eles também gostassem do nome escolhido. enfim, acho que vamos esperar mais algum tempo para decidir o nome da bebé! :) e depois é vê-los a dizer as várias hipóteses em voz alta, a conjugar com o nome deles, a dizerem o nome completo para verem como soa. é tão giro!


então, ontem acabámos por não decidir mas com tanta "discussão" fomos ver o significado dos nomes. Houve risos e gargalhadas e alguns nomes excluídos. 
Ficam aqui algumas das hipóteses que estavam/estão em cima da mesa:


. Sofia
. Francisca
. Petra
. Diana
. Victória
. Alice
. Bárbara
. Carolina
. Júlia
. Camila



agora é ver qual reúne unanimidade... em último caso decido eu, que voto por duas! ahahah!


podem deixar sugestões se quiserem!! ;)







agosto 31, 2018

o amor em semanas...


18 semanas


22 semanas


26 semanas




não é novidade para amigos e família, ou para quem nos segue no IG, mas é novidade neste cantinho onde me habituei a escrever. incrível como ainda não tinha escrito uma linha sobre este novo amor que chega já em Novembro. Felizmente mantenho o registo fotográfico e as notas na agenda para mais tarde transformar no meu diário da gravidez. a terceira e última!

e é uma menina! ainda não decidimos o nome, ainda não preparámos nada... terceiro filho!? acho que agora com a reentré dos manos na escola vou ter mais tempo (e energia) para tratar dos pormenores de boas vindas para este bebé tão desejado!


o amor agora conta-se em semanas... e elas voam!! ;)











agosto 13, 2018

MOCHIQUE










parece mentira, mas em 11 anos a viver no Algarve talvez tenha ido a este maravilhoso pulmão verde umas duas vezes.
no feriado de 25 de Abril saímos de casa em direcção à serra, de máquina pronta e olhos bem abertos para o que nos esperava. 
verde. verde em todo o nosso redor. verde vivo, verde escuro, verde mais claro. ar límpido, puro, fresco. sem grandes objectivos passeámos pela serra, perdemo-nos nos eucaliptos, e encontrámos um riacho num local de piqueniques meio escondido. o que nos chamou a atenção foi o barulho da água a correr. voltámos ao local depois de um excelente almoço no Luar da Foia, restaurante com comida tradicional e aconchegante, e uma vista de se perder para a serra.
para a sobremesa voltámos então ao riacho. arregaçamos as calças, tirámos os sapatos e andámos por ali, só a respirar, a contemplar. eles exploraram cada canto e repetiram várias vezes que estavam a adorar, que tínhamos que ir mais a Monchique... prometemos voltar.



nos últimos dias, quando vimos pela televisão o fogo a destruir a Serra algarvia não queríamos acreditar. falar com amigos que têm familiares a viver na Vila e saber se estava tudo bem, ver a aflição das pessoas, o fogo sem dar tréguas aos bombeiros... um dia, dois dias, três dias... uma semana!! um verde que se tornou negro, a natureza com ar de destruição...


queremos Monchique novamente pintado de verde, queremos ver medidas efectivas para quem comete estes crimes, queremos ver prevenção, das gentes e das autoridades. 

Prometemos voltar!












julho 31, 2018

Duarte, 5 de Abril de 2018




caiu-lhe o primeiro dente aos cinco anos e poucos meses, tal como aconteceu com o irmão.
andava ansioso com aquele dente que abanava mas teimava em não cair, até que finalmente, com alguma pressão da sua parte, o bendito lá lhe caiu nas mãos. ficou todo vaidoso, afinal este é dos primeiros sinais de crescimento, o mano até já perdeu a conta aos dentes que lhe caíram!

depois veio o entusiasmo com a moedinha que a fada lhe iria deixar nessa noite. pedimos ao Rodrigo que deixasse o mano acreditar na magia, tal como ele acreditava quando tinha cinco anos.  pé ante pé o pai a fada deixou-lhe a moedinha e retirou o dente, mas...



no dia seguinte, quando acorda:

- Paiiiii!!! Paiiiii!
 (tudo a correr para o quarto deles)
- o que foi?
- o meu dente???!
- então? A fada levou! Não te deixou nada??
- Deixou! Uma moeda! (com um ar nada feliz) Mas eu quero o meu dente!!
- Então, mas a fada leva o dente e deixa a moedinha!
- Não! Eu quero o meu dente! Temos que dizer à fada para me devolver!
- Mas assim  vais ter que devolver a moeda!
- Está bem! Eu quero o meu dente!!



nessa noite colocou a moeda debaixo da almofada e pediu à fada que lhe devolvesse o dente... e no dia seguinte ficou todo feliz quando percebeu que a fada o tinha ouvido!


nós, fartamo-nos de rir! não sei de nenhuma história em que a criança reivindica o seu dente e rejeita a moeda! (risos) Alguma por aí??




julho 30, 2018

Rodrigo, 8 anos e uns meses





o Rodrigo é aquele filho camuflado, com ar de durão, de quem não está nem aí para mim mas que sente tudo, observa tudo a 300%. é aquele que suspira com ar de tédio durante o dia mas à noite me pede os mesmos mimos de quando tinha dois anos.
o Rodrigo tem uma maturidade que aliada à sua altura (acima da média) e ao seu sentido de humor atípico para a idade, me faz esquecer, por momentos, que tem apenas oito anos. aliado a tudo isto, é do signo gémeos, o que me faz pensar muitas vezes, que são dois em um com uma grande capacidade de se alterarem personalidades e humores quase de um momento para o outro.

radiografar-lhe as palavras e a sua personalidade ainda em construção faz-me ver o grande desafio que me saiu na primeira rifa da maternidade, e que todas as dificuldades aliadas a este desafio, juntamente com a sensibilidade deste meu filho, a sua maneira particular de ver o mundo em seu redor, os comentários, as observações, me fazem crer que será um ser humano maravilhoso.





lov-U,
mãe







4 meses e uns dias depois...

...finalmente, vejo-me novamente sentada ao teclado, pronta para actualizar este blogue!





em quase 7 anos, nunca estive tão ausente da escrita como neste período, mas foi uma pausa necessária. Houve alturas em que não vim por falta de tempo, outras por falta de inspiração ou por achar que não tinha nada de mais para dizer. ultimamente, eu própria tenho tido menos paciência para a leitura de blogues, ás vezes parece que dizem todos o mesmo (?) e não quis cair no mesmo erro. também cheguei a ponderar a fechar esta página e criar outra completamente diferente, na forma e nos conteúdos (esta última não está posta de parte). 
mas este blogue teve como propósito maior ser uma espécie de diário de bordo onde, entre outras coisas, escrevo sobre acontecimentos banais mas dignos de serem lembrados, meus e da minha família, e por isso tenho tentado registar tudo na memória e em apontamentos na agenda para que não me esqueça de datas e detalhes do tanto que se tem passado nestes últimos meses, para que agora possa partilhar e guardar para mais tarde ler(mos). escrever também faz parte de mim e tem-me feito falta!


uma grande viagem, o crescimento dos meus filhos, o meu crescimento pessoal, apontamentos do dia a dia e uma grande novidade. espero que esta silly season me sirva para vir mais aqui, escrever tudo neste meu diário e partilhar com quem nos segue e gosta de me ler... talvez numa esplanada, num areal ou numa queda d'água linda e escondida por aí!!



Até já. Volto com novidades! ;)















março 23, 2018

nós, no País e no Mundo!








Olá, olá!!

Não desapareci mas como já disse outras vezes, venho a este meu cantinho querido quando tenho tempo ou alguma coisa interessante para dizer, alguma memória para registar... ultimammente a ausência tem sido mais por falta de tempo que outra coisa, em breve actualizo as memórias todas!! (risos)

Passei para dizer também que, durante a próxima semana vamos passsear, um lugar improvável mas onde temos bons amigos! Quem adivinha??

Vamos estar mais pelo instagram, pela comodidade da coisa ;)


Boas férias (para quem tiver) Páscoa feliz e até já!!



Sofia**





Podem ver mais sobre os nossos passeios em cima TRAVEL ;)








fevereiro 26, 2018

25.02.2018



5 anos de sorrisos que iluminam, abraços que aconchegam e beijos que lambuzam. 
5 maravilhosos anos. 
Parabéns meu amor!



mãe

fevereiro 16, 2018

Carnaval










cresci numa terra em que o Carnaval é uma tradição. desde sempre, desde que me lembro que esta é uma altura em que a vila (agora cidade) se move toda em prol das fantasias, dos carros, dos grupos alegóricos e iluminação. era difícil fugir, ou pelo menos não ficar com um bichinho. desfilei vários anos na minha adolescência, em escolas de samba e carros alegóricos, passei muito frio (ah, pois é, não estamos no Rio!) mas também me diverti muito.

duas coisas distinguiam o Carnaval de Sines de todos os outros: o desfile noturno e as convidadas, sempre estrelas de novelas brasileiras. não houve Carnaval como aquele em que a Regina Duarte espalhou a sua simpatia genuína por toda a avenida. nunca vi tanta gente. acho que praticamente não houve desfile porque toda a gente (uma multidão) rodeava o carro alegórico em que seguia a Viúva Porcina! mas com o apertar do cinto e as novelas a terem menos protagonismo deixaram-se as convidadas, mas manteve-se o desfile noturno. a avenida fica toda iluminada, toda a gente se mascara, grupos mais ou menos organizados saem à rua só para se divertirem! a cidade ganha vida, luz e cor, e naquela noite a diversão é o mote!!

e nós não fomos excepção, este ano lá voltámos a mascarar-nos, desta vez uma Tribo de Índios. pais e filhos, avós e netos, todos nos divertimos, dançámos e cantámos até ao fim! este ano, embora com a febre a ameaçar e umas queixas aqui e ali, meus miúdos aguentaram-se connosco e com os amigos e divertiram-se bastante! andavam mesmo felizes pela a avenida a brincar! o Rodrigo disse-nos que foi o fim de semana mais divertido desde que se lembra de ir a Sines (desde bebé!!)
o tempo ajudou e apesar do "fresquinho" que se sentia não choveu, o que foi maravilhoso! (realmente, não era mal pensado fazerem o Carnaval no verão...)


quer gostem desta época ou não, espero que tenham gostado da minha partilha!!




Podem ver o post de Carnaval de 2017 aqui!)







Sofia**