maio 28, 2014

Crónicas de uma corrida - o medo

No outro dia, despachei o jantar (peixe no forno com tomate assado - não falha), orientei os fofinhos, e quando o pai chegou a casa calcei os ténis e lá fui para a minha missão. Cheia de força de vontade, porque devo confessar que aquela hora não me apetecia nada, mas veio-me o pensamento que agora é que tenho que aproveitar, porque os dias são grandes e às sete da tarde ainda há sol! Lá fui eu então, motivada, confiante, e comecei o treino. 
É conhecido o meu terror medo de encontrar cães no caminho, que é esse medo que muitas vezes me faz ficar em casa, etc, etc. Pois, naquele dia, acho que posso dizer que tinham dado ordem de soltura aos cães da cidade, porque eu nunca tinha visto tanto cão junto na minha vida, no parque onde costumo ir sempre!! Andavam com os donos, é certo, mas todos à solta e sem ançaime, e havia cães para todos os gostos: pequenos, grandes, robustos, finguelinhas... era toda uma variedade de raças!
Passei por um, passei por dois, ... por dez, sempre a rezar "não me mordas, não me mordas, não me mordas!!". Ok, depois de umas quantas voltas já estava mais confiante, mais do tipo "Estás a ver, tu cheia de medo e eles nem querem saber de ti! Que estúpida, medo de cães...!?!".
Acabei o treino, (já disse que ia confiante?) super feliz porque tinha realmente corrido (e com cães à solta!!) espectacular, e quando estou a voltar para casa, pela rua do costume, aparece-me uma amostra de cão com aparência de caniche mas com uma mistura qualquer pelo meio, e veio direito a mim, e ladrou, e ladrou e ladrou... Claro que toda eu suava e não era do exercício físico! Desci a rua, atravessei a estrada e o raio do cão nada de me largar! "não me mordas, não me mordas, não me mordas!" pelo meio ainda pensei "mostro-lhe o 38?? e se ele é mais rápido e me arranca um bife, tão pertinho que está do meu gémeo?!". Fiquei-me pelo passo acelerado, o coração a mil, e a esperança que ele não me cheirasse a hormona do medo (que se existe, é impossível ele não ter dado conta!). Por sorte, a fera lá se distraiu com outra coisa qualquer, que eu estava demasiado perturbada para ver o que era, e deixou-me ir à minha vidinha... inteira!

Ontem fui correr, para outro sítio diferente, que o trauma daquele dia é coisa para me afastar daquela rua durante uns anos! A sério, estou a pensar comprar uma daquelas armas de choque, para me defender destas feras da rua! 
Deixo um apelo aos donos de cães: não os deixem andar sozinhos e à solta, é que eles são sempre bonzinhos até morderem alguém e acabarem-lhe com a fé no andar na rua em liberdade!!!*



* Dramática? Sim! Eu fui mordida em criança!! ;) 


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2 comentários:

Mimi disse...

Identifiquei-me completamente e sim, também fui mordida em criança por 2 vezes :(

Sofia Ferreira disse...

me-do!! ;)