janeiro 15, 2019

12.01.2019 - 7 anos e mudança de casa!

dizem que o que está a dar são os vlogs e o instagram, que os blogs estão obsoletos e qualquer dia deixam de existir...
bem, eu criei o meu há 7 anos!! 7 anos que voaram! Em 2012, só havia meia dúzia deles conhecidos (lembro-me da Pipoca e da Cocó e pouco mais) e o conceito de influencer ainda era praticamente desconhecido. 
comecei pela necessidade de escrever e partilhar, numa altura meio agridoce da minha vida, e sem qualquer objectivo de alcançar fosse o que fosse no meio da internet.
a verdade é que continuo a gostar muito de escrever, mas com o aparecimento do instagram, a minha menor disponibilidade de tempo e a paixão pela fotografia, tenho vindo menos aqui do que gostaria. apesar disso, resolvi que não quero abandonar de todo esta minha "casa" mas antes dar-lhe um refresh, mudar de morada!

A partir de hoje podem encontrar-nos aqui:

https://oamoremagico.blogs.sapo.pt



ainda estamos a tratar das arrumações na nova casa, mas espero que gostem tanto como eu!

Dizem que 7 é o número da sorte e 2019 o ano da mudança... confio que sim! ;)



Tenham dias felizes!

Sofia**

janeiro 07, 2019

o MEU pós parto

já tinha pensado falar neste assunto aqui algumas vezes e por uma razão ou por outra adiava, mas dado que o assunto do momento é o pós parto das famosas acho que se impõe que se fale da comum das mortais!?  

já aqui tenho dito que tenho gravidezes santas (amén)! sim tenho enjoos no primeiro trimestre, no segundo a ciática começa a atacar forte, e a partir do sétimo mês a coisa começa a pesar e "já acabava com isto" é a frase que mais digo. Mas, posto isto, sinto-me linda, maravilhosa, não aumento muito de peso, sinto-me com muita energia (a maior parte do tempo), and so on...
mas nem tudo é perfeito! tenho três filhos e nenhum nasceu de parto normal. três cesarianas, a segunda aconteceu devido a inicio de ruptura uterina o que tornou a recuperação um pouco mais dolorosa, duas delas foram com anestesia raquidiana o que implica estar 24h deitada após o nascimento, com muito pouca mobilidade. ou seja, nem tudo são rosas!

esta sou eu 10 dias após o nascimento da Victória! pareço bem, certo? 
deixem-me que vos diga...




dez dias depois já tinha perdido metade dos 10 kg ganhos durante a gravidez, não é mau, mas a "barriguita" estava lá e só conseguia vestir as minhas calças de grávida, só conseguia calçar uns ténis a custo porque os meus pés estavam tão inchados que pareciam traineiras. aliás, toda eu era um inchaço só (não parece tanto aqui) apesar de estar muito melhor do que há cinco dias, ainda estava muuuuitoo longe do meu estado normal. claro que a mobilidade também não era grande coisa, porque tinha uma cicatriz com cerca de 10 cm ainda fresca no baixo ventre, o que me fazia ter dificuldade em levantar, sentar, deitar, por exemplo! o peito também já estava melhor, se me lembrar que ao 4º dia (dia da alta) tive a subida do leite, e parecia que ia rebentar! duro como pedra, quente, a médica que me deu alta nesse dia disse que eu ia voltar com uma mastite e a chorar horrores (uma querida! #sqn)! eu confiei na minha experiência (das outras vezes foi igual) e quando cheguei a casa massagei bem o peito com água quente e os nós dos dedos, em movimentos circulares, para descongestionar os canais e fazer o leite fluir. dizer que nesta altura ainda mordia uma fralda de cada vez que dava de mamar (ou seja, de 2 em 2 horas) para suportar a dor e enquanto ensinava a minha filha a pegar na mama como deve ser... foi assim durante 3 semanas!

ou seja, dez dias depois da minha filha nascer, onde fui eu? ao centro de saúde, pesar a minha cria! de seguida voltei para casa, vesti o meu pijama, deitei-me no sofá de pernas ao alto, para ver se as pernas e os pés desinchavam - doía só de andar.  pouco mais fiz do que dormir, mudar a fralda e dar de mamar. e tratar dos mínimos da casa até os meus dois outros tesouros chegarem da escola. 
dizer que desta vez não senti o blues pós parto, o que aconteceu nas outras vezes, por isso, vá lá, não tive ataques de choro vindos do nada. mas estava cansada e nem falar ao telefone me apetecia, nem com a minha mãe...

depois de três filhos, três pós partos idênticos, posso dizer que não me aflige que o meu corpo não esteja impecável cinco dias depois, nem cinco semanas, e quando vejo mulheres de bikini mal saem da maternidade, sinceramente, também não me faz confusão, provavelmente é o resultado de anos de trabalho no ginásio aliados a uma genética 5 estrelas. o que me faz alguma confusão (sem qualquer julgamento) é a disposição, a vontade, o ânimo para largar a cria e voltar ao trabalho, ás festas, aos jantares, á loucura do dia a dia. para além da recuperação física, mais a interna do que a que está á vista, o pós parto também é esse recolher no ninho, aproveitar o aconchego de ter um recém nascido nos braços, o nosso bebé, o nosso filho/a, é conhecer-lhe cada traço, cheirá-lo infinitamente, ficar só ali a cuidar, a olhar... e descansar, porque um parto (normal ou cesariana) é fisicamente muito exigente, e os dias, semanas que se seguem também. por muito calmo que seja o bebé, por muita ajuda que se tenha em casa, há uma exigência física enorme que precisa de ser recuperada. as noites nunca mais são iguais, amamentar cansa, as rotinas alteram-se por muito que não se queira. não é preciso fazer da gravidez, da maternidade ou da amamentação um drama, mas que trazem muitas alterações trazem, e cada umA vive as mesmas da maneira que lhe é possível!

então, desta comum mortal para ti que me estás a ler e a perguntar como é que elas conseguem? não te matirizes. tudo a seu tempo. aproveita cada momento com o teu filho/a porque estes momentos não voltam. o corpo aos poucos (e com alguns cuidados na altura certa) volta ao normal, o peito deixa de doer, a cicatriz sara, as horas vão voltar a dar para mais, mas aquele bebé minúsculo (felizmente) não. digo-te eu, mãe de três, com uma filha com dois meses apenas, e já com saudades dos dias em que estava deitada no sofá, porque nessa altura ela era tão pequenina que quase me cabia na palma da mão, e agora até já ri e faz aquele jogo de olhar delicioso enquanto mama. está enorme!


um beijinho a todas as mamãs que neste momento pouco mais vontade têm do que ler umas linhas. vai dar tudo certo! vai voltar tudo ao normal!!





Sofia**





p.s.: lembrei-me agora que cerca de 10 dias depois também saí para receber o meu diploma do curso de fotografia. fui muito empurrada por ele, que fez questão que eu estivesse lá. fomos os cinco, eu muito inchada, de cinta, mas muito feliz com o "rebanho" todo atrás! não tinha vontade nenhuma de ser vista, mas ainda bem que fui lá e estive presente naquele momento que representa uma fase importante da minha vida!







janeiro 06, 2019

2018




2018 foi um ano em que escrevi muito menos do que gostaria, mas que em compensação fotografei muito mais, aprendi mais, e foquei-me mais em áreas que me dão muito prazer e que espero venham a dar muitos frutos. mas não foi só.
2018 começou com um desafio que impus a mim própria, empurrada por uma oferta de Natal: voltar a calçar os patins. foi tão bom, conseguir deslizar sobre rodas, rir como uma criança outra vez, acompanhada pelo meu filho Rodrigo. seguiu-se uma viagem ao centro de Portugal, à terra dos meus avós e que faz parte da minha infância: Santar, conhecem? uma passagem no Portugal dos Pequenitos, Caldas da Rainha e Óbidos (podem ver tudo aqui).
Foi também o ano em que gerei o meu terceiro filho, primeira e única filhA!. nenhuma das minhas gravidezes começou e terminou no mesmo ano. o Rodrigo é um bebé 2009/2010 e o Duarte 2012/2013! 
de 2017 trouxe o desejo de engravidar, o que aconteceu logo no 2º mês de 2018, e desenrolou-se com uma gravidez bonita e tranquila, que culminou na felicidade de conhecer a minha pequenina no mês 11, mesmo antes de terminar o ano. tenho a sorte de ter gravidezes tranquilas, e que me fazem sentir mais bonita, mais confiante, capaz de virar o mundo!! desejava que fosse assim com todas as mulheres que desejam ser mães.
em Março, já faz quase 1 ano, fizemos a nossa primeira viagem a quatro, uma verdadeira aventura da qual ainda nem falei aqui... tenho centenas de fotografias que ainda não consegui ver, acreditam? tudo porque me dão náuseas, as mesmas que me acompanharam no primeiro trimestre de gestação. cada vez que penso na nossa aventura a Abu Dhabi (em breve mostro, espero) tenho a mesma sensação de náusea... incrível a nossa memória emotiva!
os meus filhos, que queriam tanto uma mana, que ficaram tão felizes quando lhes contei que estava grávida, no dia dos Irmãos, e radiantes quando soubémos que era mesmo uma menina! o pai, mais babado do planeta, tão feliz e enamorado por mim, por nós, pela nossa família.
foi um ano muito bom, com boas recordações e com a Victória a ser a cereja no topo do bolo!

desejo a todos os que passam por aqui um 2019 cheio de saúde e alegrias, e que continuem a vir a este cantinho sempre que assim desejarem. eu não o abandono, prometo! ;)



Feliz 2019!!

Sofia**







novembro 18, 2018

os manos

ter o terceiro filho foi uma hipótese que esteve sempre em cima da mesa. por mim, por nós, eles teriam todos três anos de diferença entre si, mas por ter feito duas cesarianas não foi possível. depois, conforme o tempo passa e eles vão ficando mais independentes parece que custa mais voltar a pensar em fraldas e noites mal dormidas, a nossa própria independência também nos leva a outros planos e pode afastar-nos da ideia de ter mais um. foi o que aconteceu comigo durante algum tempo. quando voltámos a falar mais a sério sobre esta hipótese, decidi que teria que ser este ano e ponto final. 

sem falarmos com eles sobre este assunto, porque achamos que a decisão tem sempre que partir de nós pais, ter outro irmão era um desejo que cada um ia expressando á sua maneira. aliás, ter uma irmã era o que eles queriam de verdade. e nós ficávamos enternecidos ao ouvi-los falar e planear como seria com a mana, que nós ainda nem sabíamos se viria, mas que para eles era já uma certeza.
nunca me vou esquecer da reacção dos dois quando contámos que o "presente" deles estava na barriga da mamã. foi uma felicidade genuína. 
a mesma que vi nos olhos de ambos quando viram a mana pela primeira vez! um brilho no olhar, uma ternura a pegar nela como nunca tinha visto, e como se calhar não seria possível se eles fossem mais pequeninos e vissem esta mana talvez mais como uma ameaça ao seu espaço em vez de mais alguém para partilharem amor.
e talvez por isso as palavras deles me fiquem gravadas e eu queira registar as reacções de quando se conheceram a primeira vez:



Duarte, 5 anos: "Estou tão feliz, mamã!"




Rodrigo, 8 anos: "Mãe, já não preciso de prendas de Natal!"






os meus três amores...

mãe










novembro 15, 2018

01.11.2018




não foi inesperado, não houve surpresas, desta vez. no dia marcado, pelas 09h00, lá estávamos nós pela mão do pai, no Hospital de Faro. Pensámos que seria rápido, que ao final da manhã já te conhecíamos, mas não. felizmente o nosso caso não era urgente, e apesar de às 10h já estar pronta e a soro, a nossa "hora" foi sendo adiada... deu para conversarmos, para dormir um pouco, falar com os manos ao telefone, sacudir um certo nervosismo, que por muito que não se queira aparece sempre em situações em que a saúde e o amor se cruzam.
ás 16h, finalmente chamaram-me. um beijo no pai e um até já. depois foi a parte menos romântica, a preparação para uma cirurgia (para os médicos), preparar-me para conhecer a minha filhA (para mim).

a sala estava gelada, e eu tremia tanto de frio, talvez do nervosismo também. mas havia música, e vozes, calmas e compreensivas também. a equipa que me assistiu foi impecável e atenciosa.


e, naquele momento que me pareceu uma eternidade, enquanto tocava na rádio Procura por mim, letra com tanto significado, que tanto ouviste enquanto habitavas em mim, oiço o teu choro forte e vigoroso... eram 17h11m e nascias tu Victória, e as lágrimas que me caíram pela face ao conhecer-te, finalmente, aqueceram-me!

benvinda ao mundo, à minha vida, às nossas vidas!



Amo-te,
mãe