agosto 25, 2016

# nós por cá...

There's no place like home...









...dizem que não há lugar como o nosso ninho e eu concordo. correr o país e o mundo para conhecer lugares novos é maravilhoso, mas a sensação de chegar a casa e podermos andar de olhos fechados porque conhecemos cada canto, reconhecemos os cheiros, nos sentamos no sofá que se encaixa no nosso corpo e descansamos na almofada que já tem a nossa forma... é regenerativo! 
mas, e o nosso ninho, onde fica mesmo? 

será aquele onde um dia fomos tão pequenos que não chegávamos à mesa de jantar, onde dissemos as primeiras palavras, ouvimos os primeiros raspanetes e entrámos à socapa numa noite de verão, onde a comida é a melhor do mundo, mesmo que tenhamos passado meia vida a reclamar dela, onde as sestas são as melhores e o pequeno almoço divinal, e nada está ao nosso gosto, mas onde nos sentimos sempre, sempre tão bem.

ou será a casa que escolhemos, para a qual pensámos cada detalhe, onde construímos a nossa família e criamos os nossos filhos, em que as paredes estão longe de estarem imaculadas, os bonecos estão em todo o lado, e as memórias ainda são tão frescas que se sentem. a nossa comida é agora a melhor ou a pior, consoante a hora da birra ou não, mas os mimos que lhes damos constroem as manhãs de panquecas e batidos feitos a pedido.


there's no place like home... e eu concordo. casa, lar, ninho, é onde nos sentimos bem, onde há amor, afecto, onde tudo nos é familiar, ou se torna, conforme nos permitimos essa intimidade. casa é cheiro, é abraço, sorrisos e conversas desgarradas. tenho a sorte de ter dois lugares assim. 


nós por cá já fomos até casa, ao encontro dos abraços que aconchegam e da melhor comida conforto do mundo. já rimos muito, criámos momentos e vivemos outros que aconteceram por si só. voltamos agora para o nosso lugar, o cantinho onde construímos dia após dia a nossa família e onde queremos que mais tarde, os nossos filhos possam voltar também.... ao ninho!









Sofia**




































agosto 15, 2016

férias, uma confusão!?





os dias de férias com eles não são sempre fáceis. Há birras para gerir, disputas para acalmar, limites que eles querem ultrapassar e que nós temos que saber ter mão (e cabeça) para equilibrar, entre a educação e a descontracção que se quer em tempo de lazer. Ter férias com eles implica ter um plano alimentar elaborado para que se alimentem de manhã, não falte comida na praia (a fome é sempre voraz), nem jantar ao fim do dia. Por norma, saltamos a sopa, que com este calor ninguém aguenta, mas a alimentação tem que ter muita fruta, iogurtes, proteína, coisas minimamente saudáveis a contrastar com a junk food que nesta alturas facilitam e acabam por estar mais presentes. 
Vou com eles para todo o lado, para espanto de alguns. Vou de barco, de carro, a pé se for preciso. Levamos o essencial e quem tem filhos sabe que o essencial pesa! Mas eles já vão ajudando alguma coisa, o que facilita. Na praia há que ter mil olhos em cima deles, porque à mínima distracção e já estão dentro de água, a passear longe de nós (sobretudo o mais pequeno), ou a incomodar alguém. Mal escolhemos o nosso lugar na areia, é tratar de espalhar o protector solar (várias vezes), colocar as braçadeiras e desbobinar as 1001 recomendações, que nunca são demais.
O mar é sempre uma maravilha, mas uma preocupação também! A temperatura da água tem estado óptima, mas a bandeira amarela avisa das fortes correntes, o que não nos permite estar 100% à vontade. Estou sempre por perto, sempre a segurar num e de olho no outro. (Ainda bem que tem estado um caldinho, senão não sei como seria!)


todas estas coisas levantam pequenas tensões. eles não gostam de estar sempre a ser avisados, sobretudo o mais velho. não querem por protector, não querem usar braçadeiras, não querem esperar entre comer e os mergulhos no mar... só querem aproveitar. às vezes chamam-me chata, e por vezes tenho que levantar o tom de voz. acontece. mas estar de férias com eles também é isto. é saber gerir a dinâmica das relações, mãe e filhos, pai e filhos, irmão e irmão. férias é isto mesmo. uma confusão. não é?



depois, no fim de cada dia, assim como a natureza se alinha para nos brindar com o seu mais belo espectáculo, também naturalmente, nós nos alinhamos, e de repente tudo flui. eles ouvem-nos, nós não gritamos, os mergulhos fazem parte da brincadeira, a areia já não incomoda, nós não temos que dar ordens e eles naturalmente fazem o que nós precisamos. quero acreditar, que são eles a a retribuir aquilo que lhes damos ao longo do dia. eles sabem, eles percebem. 





Sofia**













agosto 14, 2016

o melhor do Verão... à mesa!






O verão também é sinónimo do reencontro de amigos que não se conseguem ver durante o ano, do regresso dos emigrantes para juntos das famílias, dos dias compridos e descontraídos em que os jantares se alongam noite dentro com sabores frescos e que nos convidam a longas conversas e bons momentos com quem mais gostamos.

E por falar no Verão, hoje lembrei-me de partilhar convosco alguns dos meus pratos preferidos nesta época do ano:


. melão com presunto;
. tomate com mozarella e manjericão e um fio de azeite;
. melancia com queijo feta e manjericão;
. bruchetta de figos e rúcula
. tartes variadas e pizzas acompanhadas de uma boa salada;


. ameijoas abertas em azeite, alhos e coentros;
. sapateira recheada;
. navalheiras;
(tudo acompanhado com pão caseiro torrado com manteiga)

. carapaus (pequenos) grelhados com batata a murro e salada montanheira;

. Bolo fofo recheado com morangos e natas;
. Pavlova de maracujá;


Tudo bem regado com uma sangria de frutos vermelhos, um rosé bem fresquinho ou em alternativa, uma coca-cola com gelo e limão! e a companhia perfeita para lanches/jantares memoráveis!


Huumm, férias, espero por vós!


Aqui ficam algumas dicas a que podem recorrer caso precisem de ideias:

1. 2. 3. 4





Que bem que sabe o Verão!



Sofia**















agosto 13, 2016

# nós por cá...


 





Está um calor bom, que convida a um mergulho matinal, seguido de um almoço à fresca e os pé na areia para ver o por do sol. Apesar da bandeira amarela ser uma constante nos últimos dias, não podíamos pedir mais da temperatura da água: está óptima! Dá para ficar horas lá dentro a saltar nas ondas na maior diversão. As noites estão quentes, e só se está bem a passear na rua, com um vestido leve, a denunciar o bronzeado e sandálias o pé, confortáveis para andar até ao gelado mais próximo. Sabe tão bem o Verão!



O Duarte continua sem falar na chucha, mas nas últimas noites acorda a pedir colinho, para compensar a falta do consolo que a xuxu lhe dava. Está tão engraçado este meu pequeno, bebezão assumido. Tem um sorriso aberto e uma gargalhada bem sonora e engraçada. Segue o mano para todo o lado, adora-o.

O Rodrigo tem mais um dente a abanar.* Creio que em breve o seu sorriso terá uma "janela" gigantesca como cartão de visita. Continua naquela dualidade (às vezes chata) do engraçado que tem ainda de criança e o nariz empinado de um rapaz crescido. Queixa-se de que o mano o chateia e lhe estraga as brincadeiras, mas é vê-los abraçados a declararem-se um ao outro.



As férias aqui ainda estão a meio gás, esperamos ainda que o pai se junte a nós, mas vivendo no melhor lugar do País, dá para ir aproveitando! ;)








Sofia**









*14.08.2016: após muito abanar, o Rodrigo lá conseguiu arrancar o seu sexto dente... e ficou com um varadim no seu sorriso!









agosto 11, 2016

os Olímpicos!

via google

Sabiam que Michael Phelps, considerado o melhor nadador de todos os tempos, só ele, tem mais medalhas olímpicas do que Portugal no seu total? A última vez que vi (ontem) eram 24! Incrível, não é? A prova de 200 mariposa, em que Phelps recuperou o seu ouro, foi fenomenal! 

Desde sempre que me lembro de assistir aos Jogos Olímpicos. Não todas as provas, algumas nem me fazem sentido que façam parte, mas há modalidades que me prendem à Tv. Natação, saltos para a água, ginástica e atletismo, principalmente.
Por cá, acompanhámos a cerimónia de abertura e no geral, adorámos. A organização conseguiu mostrar a multiculturalidade que caracteriza o Brasil, afirmou o problema climático que todo o mundo atravessa, mas sobretudo concretizou a magnifica ideia de cada atleta participante plantar uma árvore. No final dos jogos, o Brasil vai ficar com esta eco memória do maior evento desportivo que o país alguma vez acolheu, uma floresta (olímpica)!. 
Seguimos o combate em que Telma Monteiro conquistou o bronze (grande Telma), assistimos a alguns jogos de basquete (o Rodrigo!) e voleibol (eu!). De resto adoramos ver as provas de natação (também por influência do nadador cá de casa - o pai) e aguardamos as provas de atletismo (as curtas, são as que mais gosto). As piruetas acrobáticas que acontecem na ginástica também são de nos tirar o folgo! Como é que elas voam daquela maneira? E saltam de uma barra para a outra... e o cavalo? Bom, inacreditável! Já me esquecia dos saltos para a água... é coisa para ficar horas a apreciar!

(e é nesta altura que uma pessoa começa a pensar porque não pratica desporto à séria o ano inteiro... é que aqueles corpinhos fazem inveja a qualquer uma!)



E desse lado, seguem os JO ou nem sabem o que se passa na cidade maravilhosa? :)







Sofia**