fevereiro 16, 2018

Carnaval










cresci numa terra em que o Carnaval é uma tradição. desde sempre, desde que me lembro que esta é uma altura em que a vila (agora cidade) se move toda em prol das fantasias, dos carros, dos grupos alegóricos e iluminação. era difícil fugir, ou pelo menos não ficar com um bichinho. desfilei vários anos na minha adolescência, em escolas de samba e carros alegóricos, passei muito frio (ah, pois é, não estamos no Rio!) mas também me diverti muito.

duas coisas distinguiam o Carnaval de Sines de todos os outros: o desfile noturno e as convidadas, sempre estrelas de novelas brasileiras. não houve Carnaval como aquele em que a Regina Duarte espalhou a sua simpatia genuína por toda a avenida. nunca vi tanta gente. acho que praticamente não houve desfile porque toda a gente (uma multidão) rodeava o carro alegórico em que seguia a Viúva Porcina! mas com o apertar do cinto e as novelas a terem menos protagonismo deixaram-se as convidadas, mas manteve-se o desfile noturno. a avenida fica toda iluminada, toda a gente se mascara, grupos mais ou menos organizados saem à rua só para se divertirem! a cidade ganha vida, luz e cor, e naquela noite a diversão é o mote!!

e nós não fomos excepção, este ano lá voltámos a mascarar-nos, desta vez uma Tribo de Índios. pais e filhos, avós e netos, todos nos divertimos, dançámos e cantámos até ao fim! este ano, embora com a febre a ameaçar e umas queixas aqui e ali, meus miúdos aguentaram-se connosco e com os amigos e divertiram-se bastante! andavam mesmo felizes pela a avenida a brincar! o Rodrigo disse-nos que foi o fim de semana mais divertido desde que se lembra de ir a Sines (desde bebé!!)
o tempo ajudou e apesar do "fresquinho" que se sentia não choveu, o que foi maravilhoso! (realmente, não era mal pensado fazerem o Carnaval no verão...)


quer gostem desta época ou não, espero que tenham gostado da minha partilha!!




Podem ver o post de Carnaval de 2017 aqui!)







Sofia**




Coimbra - Portugal dos Pequenitos

bem, se não ia a Coimbra há anos, que dizer do Portugal dos Pequenitos! Nem faço ideia que idade tinha quando lá fui, mas quando marcámos esta viagem de três dias (meio passeio, meio trabalho) decidimos que esta seria uma paragem obrigatória. 
não lhes contámos, dissemos só que iriam a um lugar onde seriam gigantes, e foi ver os olhos deles a brilhar. faziam mil perguntas, se lá havia mais gigantes, ou se entravam e cresciam tanto tanto que ficavam maiores que nós... enfim, imaginação sem limites com estes pais a darem azo a que sonhassem mais e mais.









fomos já da parte da tarde, num dia de semana, talvez por isso não estivesse muita gente e deu para andarmos à vontade. tivemos muita sorte com o tempo, frio nenhum e muito sol. que pedir mais?
mal entrámos eles começaram logo a correr para as casinhas, a inventar histórias a subir e descer de escadas minúsculas em monumentos que pareciam de verdade... mas pequeninos! meteram-se em cubículos, passaram pelas Igrejas, foram Reis em castelos, viajaram de Trás os Montes ao Algarve, e descobriram mais sobre este nosso belo País. foi giro porque brincaram mas também fizeram muitas perguntas, interessados (sobretudo o Rodrigo) sobre as diferenças culturais que existem em Portugal. e no Mundo, já que a primeira parte do parque é dedicada a colónias portuguesas, com muita história e objectos interessantes. 
das melhores coisas da maternidade é poder voltar a ser criança com eles, voltar a lugares da infância ou explorar outros, criar novas memórias, ver um pouco também com os olhos deles. muda-nos a perspectiva, e é muito bom!


Portugal é um País mesmo muito bonito. espero poder continuar a partilhar estas nossas viagens por aí, e que desse lado gostem de nos ler! ;)






Mais sobre a nossa estadia em Coimbra aqui!





Sofia**








fevereiro 15, 2018

Coimbra - Casa de São Bento

no final de Janeiro fomos até Coimbra. 
há muitos anos que não ia à cidade dos estudantes, acho que a última vez que fui, foi numa viagem de estudo, no secundário. é engraçado regressar a lugares que visitei na adolescência, mas agora com marido e filhos. relembrar como foi e comparar como é, e contar-lhes histórias com muitos anos. eles ficam muito admirados a ouvir, e acham sempre piada. acho que os filhos pensam que antes deles nos pais não tinham vida!! 

como fomos em família, e os miúdos já não são assim tão pequenos, torna-se difícil (e talvez mais caro) ficar em hóteis, pelo que temos aproveitado para descobrir o alojamento local em cada lugar que visitamos, e Coimbra não foi excepção.







a Casa de São Bento fica situada no centro da cidade, a alguns minutos a pé do Jardim Botânico e da cidade universitária. É uma casa azul, cheia de bom gosto. a casa principal funciona com quartos mas tem também uns apartamentos que são fantásticos para famílias. ficámos num loft, com uma pequena cozinha e umas escadas "palhaço" que davam para o andar de cima! Casa de banho ampla e tudo clean e com muito bom gosto. Os miúdos adoraram!! O pequeno almoço variado, com produtos típicos da zona e o pessoal muito simpático remataram mais uma estrelinha na nossa avaliação! 

O alojamento local, na minha opinião, veio dar um novo charme ás estadias e uma maior flexibilidade, sobretudo às famílias, que muitas vezes não conseguem quartos para quatro (ou mais) ou cuja viagem pode ficar muito mais dispendiosa. e nós que gostamos de passear, tentamos sempre descobrir aliar o BBB (bom, bonito e barato)!! ;)

Espero que tenham gostado. Em breve mais sobre este passeio!



Sofia**





fevereiro 01, 2018

há uma semana nisto...

...tosse forte, dores no corpo, dores de cabeça, arrepios de frio. um mal estar generalizado que me levou ontem ao médico. chá, atenção ao frio e paciência que isso passa... espero que sim! fartinha disto!






Bem vindo Fevereiro!!

janeiro 29, 2018

Duarte,






falta pouco mais de um mês para fazer cinco anos. cinco anos, tão crescido. 
a minha relação com o Duarte é fácil. e difícil. e assim assim. tem dias. 
a nossa relação mãe-filho está a desabrochar, começamos a entender-nos verdadeiramente, a saber onde é o lugar de um e do outro. o Duarte é de fazer valer o seu ponto de vista, sabe o que quer, quando quer, e nem sempre é fácil aceitar isso no meio das rotinas, das pressas, das vontades do mano e das nossas também. faz birras, já fez mais. o Duarte veio ensinar-me a negociar, a conversar, a respirar no meio das crises de crescimento. 
mas é fácil. ele chega e diz que não gostou da maneira como lhe falei, que está triste porque não lhe dei atenção ou que está zangado porque lhe levantei a voz. e aí conversamos, olhos nos olhos, à mesma altura. é fácil porque ele chega e abraça, do nada, vem e dá-me um beijo na testa quando estou deitada, e abraça-me mais uma vez, e todas as que achar que deve, que quer abraçar. pede desculpa, diz-me lov-u, mamã! num tom doceee... o Duarte sorri com a cara toda e quando sorri ilumina qualquer sala, ilumina o meu olhar.  
faltam poucas semanas para completar cinco anos e, ontem, pela primeira vez, escolheu o seu corte de cabelo, curtinho curtinho, como que a dizer que as sombras de bebé que ainda habitam nele estão a ir em embora, aos poucos, vão desaparecendo, dando lugar a um rapazinho. custa, custa um bocadinho.
e é nesta ambivalência da maternidade, entre a felicidade de ver os meus filhos crescerem e a nostálgia de os querer para sempre bebés, que escrevo estas linhas e tento não esquecer o sorriso que ele tinha em frente ao espelho enquanto os cabelos desapareciam à velocidade de umas tesouradas.
quase cinco anos. 




lov-u Duarte,

mãe