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fevereiro 26, 2018

25.02.2018



5 anos de sorrisos que iluminam, abraços que aconchegam e beijos que lambuzam. 
5 maravilhosos anos. 
Parabéns meu amor!



mãe

fevereiro 16, 2018

Carnaval










cresci numa terra em que o Carnaval é uma tradição. desde sempre, desde que me lembro que esta é uma altura em que a vila (agora cidade) se move toda em prol das fantasias, dos carros, dos grupos alegóricos e iluminação. era difícil fugir, ou pelo menos não ficar com um bichinho. desfilei vários anos na minha adolescência, em escolas de samba e carros alegóricos, passei muito frio (ah, pois é, não estamos no Rio!) mas também me diverti muito.

duas coisas distinguiam o Carnaval de Sines de todos os outros: o desfile noturno e as convidadas, sempre estrelas de novelas brasileiras. não houve Carnaval como aquele em que a Regina Duarte espalhou a sua simpatia genuína por toda a avenida. nunca vi tanta gente. acho que praticamente não houve desfile porque toda a gente (uma multidão) rodeava o carro alegórico em que seguia a Viúva Porcina! mas com o apertar do cinto e as novelas a terem menos protagonismo deixaram-se as convidadas, mas manteve-se o desfile noturno. a avenida fica toda iluminada, toda a gente se mascara, grupos mais ou menos organizados saem à rua só para se divertirem! a cidade ganha vida, luz e cor, e naquela noite a diversão é o mote!!

e nós não fomos excepção, este ano lá voltámos a mascarar-nos, desta vez uma Tribo de Índios. pais e filhos, avós e netos, todos nos divertimos, dançámos e cantámos até ao fim! este ano, embora com a febre a ameaçar e umas queixas aqui e ali, meus miúdos aguentaram-se connosco e com os amigos e divertiram-se bastante! andavam mesmo felizes pela a avenida a brincar! o Rodrigo disse-nos que foi o fim de semana mais divertido desde que se lembra de ir a Sines (desde bebé!!)
o tempo ajudou e apesar do "fresquinho" que se sentia não choveu, o que foi maravilhoso! (realmente, não era mal pensado fazerem o Carnaval no verão...)


quer gostem desta época ou não, espero que tenham gostado da minha partilha!!




Podem ver o post de Carnaval de 2017 aqui!)







Sofia**




janeiro 29, 2018

Duarte,






falta pouco mais de um mês para fazer cinco anos. cinco anos, tão crescido. 
a minha relação com o Duarte é fácil. e difícil. e assim assim. tem dias. 
a nossa relação mãe-filho está a desabrochar, começamos a entender-nos verdadeiramente, a saber onde é o lugar de um e do outro. o Duarte é de fazer valer o seu ponto de vista, sabe o que quer, quando quer, e nem sempre é fácil aceitar isso no meio das rotinas, das pressas, das vontades do mano e das nossas também. faz birras, já fez mais. o Duarte veio ensinar-me a negociar, a conversar, a respirar no meio das crises de crescimento. 
mas é fácil. ele chega e diz que não gostou da maneira como lhe falei, que está triste porque não lhe dei atenção ou que está zangado porque lhe levantei a voz. e aí conversamos, olhos nos olhos, à mesma altura. é fácil porque ele chega e abraça, do nada, vem e dá-me um beijo na testa quando estou deitada, e abraça-me mais uma vez, e todas as que achar que deve, que quer abraçar. pede desculpa, diz-me lov-u, mamã! num tom doceee... o Duarte sorri com a cara toda e quando sorri ilumina qualquer sala, ilumina o meu olhar.  
faltam poucas semanas para completar cinco anos e, ontem, pela primeira vez, escolheu o seu corte de cabelo, curtinho curtinho, como que a dizer que as sombras de bebé que ainda habitam nele estão a ir em embora, aos poucos, vão desaparecendo, dando lugar a um rapazinho. custa, custa um bocadinho.
e é nesta ambivalência da maternidade, entre a felicidade de ver os meus filhos crescerem e a nostálgia de os querer para sempre bebés, que escrevo estas linhas e tento não esquecer o sorriso que ele tinha em frente ao espelho enquanto os cabelos desapareciam à velocidade de umas tesouradas.
quase cinco anos. 




lov-u Duarte,

mãe





janeiro 26, 2018

viagens em família - o que funciona para nós







viajar em família está a tornar-se cada vez mais giro. á medida que eles vão ficando mais velhos vão tendo mais curiosidade acerca dos sítios para onde vamos, o que vão ver de novo e onde vão ficar. fazemos jogos de adivinhas, tentamos que descubram o destino (por norma fazemos surpresa) ou cantamos algumas músicas, e desta vez até jogámos ao jogo da forca, sem papel! 
claro que há sempre alguma impaciência com as horas que passam no carro, se ainda falta muito, alguns desentendimentos, o da praxe, mas noto que estão a ficar cada vez mais tolerantes e entusiasmados com as nossas #roadtrips.

desta vez juntámos o útil ao agradável e escapámos até Coimbra! 
avisámos logo os miúdos que a viagem era um pouco longa, quatro horas. o Rodrigo já tem relógio e alguma noção do tempo, o que não o torna necessariamente mais paciente mas ajuda-o a mentalizar-se com a "perda de tempo" que é para ele estar parado no carro! saímos à noite, a seguir ao jantar e, depois de alguns jogos, curiosamente eles até dormiram um pouco. não é costume. foi uma viagem tranquila e quando eles abriram os olhos novamente já estávamos à porta do hotel (aka alojamento local).
levamos sempre água para bebermos no caminho, embora seja um pouco controlado para não corrermos o risco de estarmos sempre a parar para o xixi! agora que já são maiores, e não há tanto risco de se engasgarem ou de sujarem imenso o carro que anda sempre imaculado... (só que não!!), levamos também algumas bolachas ou fruta (maçã, pera, bananas) para saciarem a vontade de comer, nestas viagens um pouco maiores.
antes de sairmos lembramos que escolham alguns brinquedos, poucos e de preferência pequenos, para poderem brincar durante a viagem. ou brincam os dois ou pelo menos o Duarte entretem-se muito sozinho a inventar inúmeras aventuras para os seus bonecos. é certo que por vezes se desentendem, o melhor é sempre o que o outro tem, e por norma a regra é "ou se entendem ou ficam sem nenhum". costuma resultar, mas também já aconteceu ficarem sem nenhum e passados alguns minutos eram os melhores amigos outra vez. 

como estávamos perto de Viseu, onde tenho família, aproveitei para ir fazer umas visitas, e como íamos só os três e era de dia, dei-lhes os tablets para se entreterem, e deu jeito porque assim pude concentrar-me quase exclusivamente na conversa que ia tendo com o GPS. (a sério, ás vezes acho que só atrapalha! não acham?!). pelo meio, tentei que olhassem pela janela para verem a beleza (mas também a tristeza) da paisagem. todos assistimos ao horror que os incêndios provocaram no nosso País, mas ver in loco é ainda mais angustiante. a paisagem era completamente castanha e negra com alguns pontos verdes, muito poucos. acho importante que eles vão tendo noção destas realidades, do que veem e do que ouvem na televisão e que façam a ligação à realidade, mas sem alarmar nem assustar. o menos bonito, o mal, o lado negro também existe, há que saber isso...

esta é a nossa forma de viajar com os pequenos, gostava que partilhassem algumas dicas também, se quiserem.


o fim de semana foi muito muito bom e conto mostrar tudo aqui em breve!!




até já!
Sofia** 











janeiro 02, 2018

Bom ano! Feliz 2018!


Não passo por cá desde que vos deixei as dicas para as prendas de Natal dos miúdos. Não é por mal, mas o Instagram está mais a jeito, tento passar menos tempo no computador (que é onde me dá mais jeito escrever), os pequenos estiveram de férias e tirámos tempo para eles, família e amigos. O desapego foi tanto que me esqueci de pagar a conta da água e de ir ao banco cancelar um cartão... OMG!
Mas cá estamos em 2018, depois de um Natal de mesa cheia e visitas aos mais chegados, uma passagem de ano com direito à companhia de amigos e um fogo de artificio lindo, não nos podemos queixar.





Para quem passa pelo nosso IG, percebeu que recebi uns patins pelo Natal. Em miúda andei na patinagem e adorava, e desde que me lembro que sigo (e sonho) com os campeonatos de patinagem no gelo. A leveza com que elas dançam e rodopiam em cima de lâminas sempre me fascinou. Este ano, o Rodrigo começou a ter patinagem na escola e também adora - este meu filho é uma espécie de Ás em tudo o que mete rodas - e eu comecei a alimentar o bichinho de experimentar também! Ultimamente tenho vontade de me desafiar, conquistar novas competências em diferentes áreas, e manter-me activa e em forma, é uma delas. Não tem que ser nada competitivo com outros, basta que seja comigo! 
E eis que o pai Natal das crianças me surpreendeu com este presente! Ontem, dia 1, lá fomos experimentar e nem vos conto, achei que o melhor era devolver os patins. Aquilo rolava sem eu querer, tomava balançou de uma forma quase incontrolável, e eu achei que o melhor era não largar nunca o meu apoio (ele!). Entre dicas do mais velho e treinos de equilíbrio na relva - um truque para treinar e que também dá para a bicicleta - lá arrisquei a patinar na pista! E voilá, consegui!!

A sensação de alcançar algo que desejamos é indescritível, não é? É tão bom quando conseguimos fazer algo que desejamos muito! E era isto que eu sonhava quando fechava os olhos, via-me a deslizar sobre rodas, num misto de liberdade e equilíbrio que só se consegue em momentos únicos! Claro que preciso de muito treino, melhorar a postura, praticar as viragens (sobretudo quando surgem obstáculos) mas acho que para primeira vez, depois de muitos anos, está bem bom!



E você, que desafios se propuseram para este novo ano? Novas aprendizagens, novos lugares para conhecer, que mudanças querem conquistar?

Independentemente do que desejam, espero que tenham muita saúde e amor, tudo o resto vem por acréscimo!




Um excelente 2018 para todos os que me lêem e obrigada pelas mensagens simpáticas!!!


Sofia**






setembro 13, 2017

ser mãe com mas...





gostamos de os ver pequeninos, de lhes vestir aqueles babygrows minúsculos, os coeiros, as fraldas de boneco, mas... corremos de mês a mês para o pediatra para ver se está a crescer bem, se está grande, gordinho, saudável como se quer.

queremos tê-los para sempre ao nosso colo, naquela fase amorosa em que cheiram a bebé e se deixam ficar enquanto olhamos para eles embevecidas com tamanha sorte, mas... ficamos ansiosas por ver quando começam a gatinhar, a dar os primeiros passos, quando vão conseguir abrir uma gaveta!

amamentamos, damos biberão, mas... desejamos que chegue o dia da primeira sopa, para perceber se vão ser uns comilões ou se será uma carga de trabalhos a cada refeição.

escolhemos a melhor creche / jardim de infância, aquela onde vão passar os primeiros anos da sua vida, o sitio mais acolhedor, com as educadoras mais queridas, compramos a mochila mais gira, mas... ninguém nos tira um certo aperto no coração quando os deixamos pela primeira vez. 

rimos quando dizem aquelas palavras atabalhoadas, quando fazem frases com palavras que não têm sentido mas... lá estamos nós a corrigir para que falem correcto e não passem vergonha mais tarde.

abrimos bem as asas, invisíveis que temos, queremos protegê-los de tudo e todos, mas... educamo-los para serem auto-suficientes, independentes, seguros de si. não queremos que tenham medos, queremos que sonhem e voem, bem alto.

compramos os livros, pedimos a opinião deles sobre o estojo, a mochila, o dossier. esperamos nós e eles também, que fiquem numa escola tranquila, na turma com alguns amigos e uma professora que os entenda na sua individualidade, mas... ninguém segura uma lagriminha no primeiro dia no 1º ciclo. a deles e a nossa.

tentamos perceber sempre qual é a próxima fase, antecipamos, fazemos planos, mas depois vemos fotografias de há dois ou três Verões atrás e ficamos... mas, ele era assim?! como é que cresceu tanto?? achamos que o tempo demora a passar mas cedo percebemos que isto passa tão rápido!!


a ambivalência inerente à maternidade existe e escreve-se em todas as línguas, vive-se em todas as culturas, em todo o mundo. a vontade de ter tempo para se ser mulher aliada à culpa de se tirar minutos às horas que também são dos filhos. o desejo de que corra tudo bem a par da dificuldade em respirar perante um sonho, um susto, uma visão apenas de que algo lhes aconteça...
a educação e o exemplo que lhes passamos no sentido de querermos que atinjam as suas conquistas com a torcida sofrida (mas escondida) na esperança que tudo lhes corra bem. 

hoje lá foram, milhares de meninos e meninas retomaram as aulas. alguns entraram pela primeira vez numa escola primária. há um ano atrás, já passou um ano, era eu a entregar o meu filhote numa escola completamente nova, professora desconhecida e apenas um amigo na turma. escondi uma lágrima, ele não. abraçou-se muito a mim, respirei fundo e ensinei-lhe uns truques naquela primeira semana, mas a minha vontade mesmo era trazê-lo para casa e ficar a mimá-lo enquanto ele quisesse. correu bem, muito bem, e hoje lá foi ele todo confiante para o 2º ano!!


um xi-coração a todos os meninos e meninas, esses corajosos, que hoje começam um novo ano lectivo.
e às mães, a todas, que na sua ambivalência fazem o melhor que podem dando tudo o que têm! eu sei que dói, mas vai passar!




Bom ano a todos!!!




Sofia**







setembro 06, 2017

e para acampar, o que é preciso?!

o lado mais positivo de acampar é mesmo o fugir à rotina e estarmos mais perto da natureza. dormir num colchão de ar, separados do exterior apenas por uma lona, poder ouvir o mar, o vento, a chuva (aconteceu, mas sem frio!), o barulho dos esquilos nas árvores é uma lufada de ar fresco, uma perspectiva completamente diferente da que temos quando vamos para um quarto de hotel!


mas acampar não tem que ser sinónimo de desconforto, pelo contrário. há imensos acessórios que nos facilitam a vida e que até podem tornar o campismo cheio de estilo, o nosso estilo! 

Então, o que é essencial para acampar?

. como contei anteriormente (aqui e aqui) coube-lhe a ele pesquisar a tenda!
a Queshua tem agora umas tendas insufláveis e com um sistema fresh & black que permite três coisas: 
- rapidez, a montar e desmontar (posso dizer que o primeiro espaço em que ficámos não nos agradou e dois dias depois, em apenas duas horas, mudámos a nossa "casa" de lugar!)
- e é escura por dentro, o que permite dormir melhor quando amanhece, e torna a tenda mais fresca!




depois é procurar o modelo que melhor se adequa a cada família! a nossa tenda tem dois quartos e uma sala no meio, que usávamos para ter a roupa e nos vestirmos. o facto de ser escura por dentro realmente ajuda a dormirmos melhor quando amanhece. quem já acampou sabe que o sol invade as tendas muito cedo e pode incomodar! 
convém comprar uma bomba (na Decathlon sabem aconselhar) e num instante enchemos a tenda, para vazar é só abrir as válvulas. é óptimo! 

. lona para colocar debaixo da tenda, assim não se suja tanto!

. importante também são os colchões. hoje em dia há várias hipóteses, nós optámos por estes (um para nós e outro para os miúdos) e estamos satisfeitos. Também têm um sistema que torna fácil e rápido encher ou arrumar!


. apesar de irmos para um sitio quente, à noite arrefece sempre um pouco, os miúdos destapam-se e os sacos cama são óptimos para que estejam confortáveis. além disso, é espaço que poupamos para não levarmos lençóis e cobertores!


. desculpem alongar-me com os acessórios para dormir, mas para mim é realmente importante. 
uma coisa que nos faltou o ano passado foram as almofadas e fez imensa diferença. há daquelas insufláveis que são boas para pouparmos espaço na hora de arrumar as coisas no carro, mas não eram o ideal para nós. assim, optámos por comprar estas no IKEA e cumpriram muito bem. além disso, serviram de conforto na viagem para os miúdos se encostarem!


. uma lanterna também dá sempre jeito. uma para estar na tenda e termos luz e outra para quando quisermos andar pelo parque. (neste caso o parque tinha iluminação suficiente, sem ser em excesso).

. neste caso a electricidade está incluída, o ideal é levar uma extensão - nós comprámos lá!



Isto foi o essencial, o que levámos. temos um problema de falta de espaço no carro que não nos permitiu levar muito mais - duas malas de roupa, duas pranchas, saco de praia, material de campismo... -  além disso, planeámos fazer as refeições sempre fora (algo mais leve ao almoço, mais composto ao jantar). mas numa próxima vez, gostávamos de fazer a coisa mais a sério e incluir refeições na tenda! faltou-nos essa parte que permite um maior convívio, entre nós e com outros campistas!


o que nos falta?


. uma lona, para fazer de "chão" e podermos andar à vontade sem sujar os pés;

. mesa e cadeiras (algumas opções aqui)



neste parque em particular não havia nenhuma zona comum onde pudéssemos grelhar (em Cabanas de Tavira tem, e é muito bom), o que dá jeito para quem não quer levar grelhador. mas, por outro lado, reparámos que alugam frigoríficos, o que é bom, sobretudo para quem fica muito tempo.

também não tivemos problemas com nenhum tipo de bichos da natureza (formigas, mosquitos...) o parque é impecavelmente limpo e os campistas cuidadosos!


e depois há o conforto, fazer da nossa tenda uma casa...

notas:

- levar cama de rede...

- um toldo... 
- cadeirões (insufláveis)...
- jogos para entreter...
- luzinhas para enfeitar...



achei tão giro o pormenor de haver muitas tendas enfeitadas. não tirei mais fotos porque podiam achar estranho!! :)




espero ter ajudado quem me pediu dicas sobre o campismo. estejam à vontade para partilhar o que acharem útil!










obrigada por estarem desse lado!



Sofia**



Costa Dourada - Montroig *

a viagem não foi sempre fácil, sobretudo a primeira parte. é difícil para nós adultos que dirá para crianças. mas olhando para trás até correu bastante bem e quando chegámos ao destino... esquecemos tudo!






Por norma, estava sol de manhã e à tarde ficava encoberto, mas sempre com calor, uma temperatura bastante agradável.















O Playa Montroig Camping Resort, é como o próprio nome indica, um resort para campistas. 
Fica situado no mediterrâneo, a cerca de 130 km a sul de Barcelona, o que para nós ainda o tornou mais atractivo. Quando entrámos, pudemos logo reparar no aspecto cuidado das flores, na intensa vegetação, sobretudo palmeiras, e nas piscinas com escorregas. os miúdos ficaram malucos e nos primeiros dois dias não os conseguimos tirar de lá!
é possível passar umas férias sem sairmos de lá dadas as condições: tem supermercado, loja e restaurantes e spa. tem um sport center que organiza aulas de todo o tipo, desde volley de praia, pilates, aulas de zumba ou body combat e dança na piscina. há animação todos os dias e noites com peças de teatro da Disney, espectáculos de magia, filmes ao ar livre e até festas da espuma! 

o parque está completamente pensado para famílias com crianças e tem um clube infantil que organiza também actividades paras miúdos a partir dos quatro anos. os balneários, impecáveis em qualquer hora do dia, têm inclusive banheiras para dar banho a bebés! e eram muitos por lá!   


mas para mim, o ponto alto foi o acesso directo à praia, ter a tenda montada a escassos metros do mar fazer um jantar na areia e poder adormecer e acordar a ouvir as ondas. o clima tropical, quente mas nublado por vezes, a água azul turqueza sempre a convidar a entrar, a beleza natural circundante e os habitantes que nos visitavam. sim, vimos muitos esquilos e espécies de pássaros mais exóticas. (in)felizmente, com a excitação dos meus filhos, não consegui fotografar nenhum, mas posso assegurar que eram lindos!
outra coisa que me chamou a atenção foi o cuidado dos espaços individuais. pequenas tendas, tendas maiores, caravanas ou auto caravanas, mais ou menos luxuosas, todas estavam devidamente decoradas quer fosse com flores, lanternas ou luzinhas. (mostrei algumas no stories!), o que dava um toque ainda mais acolhedor nos passeios que fazíamos pelo parque.



sem dúvida que a viagem valeu a pena e nos mostrou outro tipo de campismo, muito apelativo e que dá vontade de voltar! O Playa Camping Resort ficará no nosso mapa de regressos, sem dúvida!







Espero que estejam a gostar desta viagem! (podem ver mais aqui!)
Em breve há mais...





* as fotos não estão editadas... estava com pressa para vos mostrar! ;)






Sofia**










setembro 05, 2017

family road trip!

quando namorávamos, uma tenda pequena e pequenos tours pelo sul de Espanha fizeram as nossas férias em dois verões intercalados. Conil de la Frontera, Gibraltar e Puerto Banus são alguns dos locais de onde guardamos boas memórias. 
no ano passado, praticamente não tivemos férias e achámos que era giro irmos acampar com os miúdos, mesmo que fosse perto de casa. e foi o que fizemos. três dias em Cabanas de Tavira. um parque limpo, organizado, com piscina e espaço para refeições. sem grandes confusões explorámos as praias ali perto e gostámos muito do "lá fora cá dentro".

este ano foram os miúdos que falaram em irmos acampar. sinceramente não estava com grande vontade, mas fiquei em minoria cá em casa contra três "rapazes" a pedirem férias numa tenda. ele ficou todo entusiasmado e foi logo pesquisar A tenda, prática, que não levasse muito tempo a montar/desmontar, que fosse confortável... e eu sempre a torcer para que a pesquisa não desse em nada...

quando percebi que não havia volta a dar e uma vez que ainda não tínhamos definido destino, resolvi por mãos à obra, porque já que era para acampar então que fosse em bom!
descobri um camping através do facebook e fiquei logo rendida pelas fotos das piscinas, balneários cuidados e bonitos (!!), espaços verdes, muita vegetação e o melhor: acesso directo à praia.
depois de lhe mostrar e concordarmos que era ali que seriam as nossas férias, resolvemos ver no mapa onde ficava aquele pedaço de céu e... tivemos uma surpresa!









12 horas de viagem separavam-nos deste camping resort que ficava apenas a 130 km de Barcelona!
quem tem filhos pequenos sabe como podem ser penosas as viagens de carro, certo? os nossos, ao fim de 15 minutos já estão a perguntar se falta muito para chegar! conseguem imaginar? Mas nesta altura já estávamos demasiados envolvidos com o espaço, eu quase deprimia só de pensar em acampar num sitio com duches frios, balneários sujos e longe da praia (infelizmente, ainda há muitos assim) e das pesquisas que fiz, depois disto, nada me parecia bem!


ponderámos ir pelo sul de Espanha e acampar a meio do caminho, quem sabe ainda fazer uma paragem em Gibraltar (acho que os miúdos iam gostar), pensámos fazer a viagem directo durante a noite, durante o dia... mas todas as hipóteses nos pareciam cansativas e mais dispendiosas. até que ponderámos não ir... masem boa hora, decidimos mesmo avançar!
a solução foi ver no google maps uma cidade que ficasse a meio caminho e procurar no Booking um hotel jeitoso e não muito caro que desse para os quatro. E foi assim que descobrimos Tomelosso, capital do vinho!





perto da auto estrada, mas já na cidade, um pequeno hotel com uma pequena piscina. impecável! a ideia era chegar, mergulhar e dormir, mas logo naquele dia iniciavam-se as festas da cidade e claro, tivemos que ir ver a fiesta e o fogo de artificio! os miúdos acharam que ali era o local ideal para ficarmos de férias (poupavam horas de carro!) nem eles sabiam....





(em breve conto e mostro mais sobre o maravilhoso camping!!)





Sofia**





mais posts sobre férias que vos podem interessar aqui ! ;)


setembro 04, 2017

regresso...

deve ser a palavra mais escrita, mais falada neste inicio de Setembro. regresso a casa, regresso ao trabalho, regresso à escola, ás rotinas. o regresso não tem que ser necessariamente mau mas custa, custa muito desabituar-mo-nos dos dias sem planos, das refeições fora de horas, dos chinelos no pé e de não ter de dar cavaco a ninguém. infelizmente (ou felizmente, não sei...) não dá para ter um sem o outro.

o regresso também pode ser sinónimo de entusiasmo por contar e ouvir novidades, pensar em alterar algumas coisas na decoração da casa, escolher a roupa da nova colecção para os miúdos (e não só!), fazer planos ou revê-los para que o último trimestre do ano seja produtivo e, acima de tudo, positivo!


é o regresso também aqui ao blogue, parado há mais de um mês. estas férias a quatro foram longe de casa, prometo contar e mostrar tudo em breve. foram dias mesmo muito felizes, há muito tempo que ansiávamos por uns dias assim. demos por nós a abraçar-nos de sorriso escancarado sem saber bem porquê. regressamos de coração cheio, alma lavada, laços ainda mais apertados e com muitas histórias para contar.

para já deixo-vos algumas fotografias para aguçar o apetite!




 





E podem sempre acompanhar-nos no instagram @sofia_ferr  :)







Bom regresso!!

Sofia**










julho 10, 2017

ontem.






o dia em que acordámos e resolvemos sacudir o cansaço de um dia inteiro fora de casa e fomos para a praia. o dia em que o mar estava azul turquesa, cenário perfeito para uns toques com as raquetes. o record do Rodrigo com o pai foram oito toques seguidos, do Duarte comigo foram... um! mas felizes que estavam por aprenderem a jogar.
o dia em que ainda hesitámos se esquecíamos a despesa que fizemos no dia anterior e almoçávamos pela praia ou se nos armávamos em poupadinhos e comprávamos um frango e comíamos pipocas ou gelados no sofá ao som de um Harry Potter. ganhou a segunda hipótese. :) o dia em que os deixei ainda no sofá e fui fazer uma caminhada perto da Ria. soube tão bem.
o dia em que fomos despejar o lixo, depois de jantar, sem telefones, sem carteira, sem nada e o Rodrigo pediu muito para entrarmos no Alameda Beer Fest, só para ver, e saímos de lá à meia noite. eles brincaram com amigos que encontraram por acaso e, já noite dentro, ouvimos as primeiras músicas do grande José Cid. Abraçados os quatro, a rir e aos beijos, ouvimos boa música portuguesa e viemos para casa muito cansados mas de coração cheio!



Ontem, hoje e amanhã.... são os momentos que contam!







sozinho, não me deixes...

nunca os deixo sozinhos. quero dizer, em casa só para ir despejar o lixo, por exemplo. lembro-me que com pouco mais da idade do Rodrigo, eu já ficava com a minha irmã (mais nova) em casa por alguns períodos. era assim nos anos 80 e 90, não fui caso único. no outro dia falava com uma amiga que também ficava com a irmã nestas idades e com instruções para adiantar o almoço... estamos em 2017 e eu não os deixo.
mas já aconteceu ir buscar o mais pequeno, estacionar em frente à escola e dizer ao Rodrigo para esperar que eu não demoro nada. e não demoro. chego, o Duarte vem a correr, pergunto se esteve bem e venho embora. algumas dessas vezes, o Rodrigo já está à janela, olha para todo o lado um pouco agitado, numa rua que ele conhece de cor, à frente de um portão que ele conhece de cor, com a minha última frase a ecoar: eu não demoro, vou só buscar o mano! e com o acordo dele. mas ele está agitado, e fica aliviado quando me vê, quando nos vê. Ufa, ainda bem que voltaste, mãe!
fico sempre um pouco surpreendida quando o oiço. não foi surpresa para ele, concordou em esperar no carro aqueles escassos minutos. e foi só isso, escassos minutos. 
mas ontem enquanto lia, parênteses, já estou no meu 4º livro este ano!, percebi...








"No domingo, quando já começava a anoitecer, passei por uma criança que estava à espera, sozinha, dentro de um carro. Era rapaz de seis ou sete anos. Estava sentado, muito direito, no banco de trás, e brincava com os dedos. Temo não ser capaz de explicar a opressão que senti no peito. Num instante, fui levado para um passado de há trinta anos atrás. Lembrei-me de ser aquele exacto menino e não saber se os meus pais voltavam. Posso ir também? Não, espera aí. Por favor, posso ir também? Não, espera aí. O tempo passa de maneira diferente para as crianças. Cinco minutos é muito tempo, meia hora nunca mais acaba. Eu olhei para esse rapaz de seis ou sete anos, mas creio que ele não me viu. Melhor assim. Eu não iria querer um estranho a olhar para mim enquanto me doía o medo de ficar sozinho para sempre."





José Luís Peixoto, in Abraço







cinco minutos é muito tempo para uma criança. meia hora é uma eternidade.
sozinho, não te deixo. não vos deixo. 






mãe








julho 04, 2017

Férias = Crianças e Prevenção

quem tem filhos pequenos sabe que não podemos desviar o olhar um segundo, caso contrário, corremos o risco de os perdermos, ou quando vemos eles já estão no meio da estrada ou sabe Deus onde. 
agora, com a chegada das férias e do verão, em que passamos mais tempo com eles mas também estamos mais descontraídos (e ainda bem), a atenção tem que ser redobrada, porque não há olhos que cheguem para as multidões nos shoppings, as multidões no mar e nas piscinas, as multidões nas ruas, e tantas outras cenas!





nós por cá apostamos na prevenção. falamos com eles, explicamos o porquê de exigirmos os cintos postos no carro, a mão dada a atravessar a rua, os cuidados no mar, o que se pode dizer ou não a um estranho. 
sim, um estranho. no outro dia quando dei conta, o Rodrigo contava onde morávamos, o que fazíamos, o que vamos fazer nas férias, só faltava dar o número da conta bancária a alguém que tinha acabado de conhecer! falei com ele, expliquei-lhe que não deve dizer assim tuuudoo a toda a gente... resultado? passados uns dias, numa esplanada, ele esteve largos minutos a conversar com uma senhora que devia ter para cima dos 80 anos e com um ar muito simpático. quando íamos embora e o fomos chamar, a senhora deu-nos os parabéns, ele estava muito bem ensinado sobre falar com estranhos porque... nem o nome lhe quis dizer!!
por outro lado, quando a minha mãe cá esteve e saiu com o Rodrigo, veio muito admirada por ele não a ter deixado atravessar a rua, mesmo sem virem carros de lado nenhum. "O sinal está vermelho para os peões, avó!" foi a justificação dele!



Então, vou partilhar alguns exemplos do que fazemos por cá, em termos de prevenção:



- Estou Aqui : já é o 3º ano que aderimos às pulseiras da PSP. é simples, basta um registo no site e ir buscar à esquadra mais próxima. as pulseiras têm um código e quando a criança é encontrada e se liga para o 112, basta dar o código e assim acedem aos contactos dos pais. Os meus rapazes já andam a exibi-las!


- Estranhos: explicamos que não se deve dizer tudo a toda a gente, pormenores da nossa vida a qualquer pessoa que meta conversa connosco. obviamente, eles ainda estão a medir o bom senso nestas coisas, mas com o tempo, vamos lá!


- Mar e piscina: 
. Só entramos no mar se estiver bandeira verde, caso contrário, ficamos só a contemplá-lo. 
. Mesmo com a bandeira verde, só podem ir a banhos com um adulto. 
. O Duarte (4) ainda usa braçadeiras, e quando as estou a colocar, vou perguntando se ele acha que estão bem colocadas - bem cheias, com os pipos fechados e colocados para dentro! (isto para, se estiverem com outras pessoas, que possam não ligar a estes pormenores importantes, ele alertar, como já aconteceu). 
. se estiverem muitos meninos na água e algum estiver aflito, chamar logo um adulto e não ir ajudar. (esta é mais para o Rodrigo que acha que já é muito crescido e que nada muito bem... só que não!)
. Nas piscinas os cuidados são mais ou menos os mesmos, só não há bandeira, mas obviamente também não podem entrar ou brincar por perto sem a presença de um adulto. 


- Carro: nas viagens longas e mesmo nas mais curtas, seja com quem for, não andam sem ser nas cadeiras e com os cintos postos. Houve uma altura em que o Duarte estava com a mania de tirar o cinto ou passar um dos braços por baixo, o que retirava a eficácia ao cinto. Parávamos assim que podíamos, colocávamos o cinto bem e explicávamos todos os perigos de viajar sem cinto. Felizmente, o manos ajudava porque sempre foi mais certinho em seguir estas regras. Foi uma fase, já passou.


- Rua/Estrada: na rua devem andar sempre perto de nós e avisar quando querem ir ver alguma coisa. claro que nem sempre acontece. as crianças têm o radar da curiosidade ligado ao botão do imediato e, também por isso, temos que ter mil olhos. para atravessar a estrada, só com o verde para peões... ás vezes à noite, sem carros, as ruas desertas, e nós à espera do verde... acontece!


Lendo agora tudo isto, pode parecer que somos uns freaks da segurança que não os deixamos fazer nada. Pelo contrário. Adoro que eles explorem tudo à sua volta, arranhões e nódoas negras não fazem mal a ninguém, mas acho que há questões de segurança e prevenção que lhes devem ser mesmo passadas, é a nossa obrigação enquanto pais.
ensinar-lhes o porquê de determinadas exigências que fazemos, para que percebam que não é por sermos chatos, e que não é para seguirem só quando estão connosco. é para a sua segurança e em qualquer altura, estejam com quem estiverem (avós, tios, colónias de férias, ATL's...)! é esta a questão!




Espero que tenham gostado e adoraria saber quais os vossos métodos em segurança e prevenção.





Boas férias!!!

Sofia**




junho 23, 2017

9 meses






passaram 9 meses desde que iniciaste um salto gigante no teu crescimento. 
deixaste a casa onde cresceste durante seis anos, os amigos do berçário, e ingressaste numa escola nova, com rotinas diferentes, o que te causou alguma ansiedade natural. tiveste que enfrentar a nova sala de aula, o grande recreio cheio de meninos mais velhos, conhecer novos colegas, a nova professora, e novas funcionárias. 
quando te deixei na escola, no primeiro dia, senti bem a tua angústia. voltei ao meu primeiro dia de escola primária, aquele espaço enorme e eu sem conhecer ninguém. perto de ti, o meu beijo foi sempre de confiança, longe, o meu coração pequenino.
árvore após árvore (lembras-te?) lá conseguiste entrar sozinho por aquele portão, e ao fim de uma semana, um pouco mais tranquilo, já levavas maior confiança no disfarce das incertezas. 
9 meses e o teu crescimento é gigante. não só na altura. enfrentaste os teus medos, superaste os teus receios, fizeste amigos novos, fortaleceste amizades.
9 meses, o tempo de aprenderes a ler e a escrever, o gosto pelas contas e a paixão pelas experiências, a satisfação e o orgulho nas tuas conquistas. O tempo em que não aprendeste a gostar dos TPC's, nem de estar sentado muito tempo, mas disfarçaste bem. O tempo de todos aprenderem o teu nome mas ninguém ter queixas tuas.
Tenho tanto orgulho em ti. Vejo aquilo que imaginei há 9 meses atrás: um miúdo feliz!
Hoje, quando passaste o portão da escola, gritaste FÉRIAS!! com a alegria de quem sabe bem como fazer a manutenção dessa felicidade.

Boas férias miúdo! Vamos torná-las inesquecíveis!





com amor, 
mãe












junho 22, 2017

terríveis criaturas... *





. cena 1 - hora de deitar: 21h30

mãe dá mimo, pai conta história. ou pai dá mimo e mãe conta história. ou mãe e pai dão mimo e contam histórias.

o que é que se passa a seguir?
"mãe, tenho sede! / pai, só te quero dizer uma coisa.../ mããee, posso ir fazer xixi?? / mãe e pai, mais um miminho!! / pai, quero água! / mãe, podes vir aqui?? Por favor!!" 

hora de dormir: 23h00!

resultado: pais exaustos, a verem um episódio de qualquer coisa que dura 45 minutos, em três horas!



. cena 2 - hora de deitar: 21h30

fazemos jogo de tabuleiro os quatro e neste caso substituímos a história. pai dá miminhos, mãe dá miminhos e canta uma música.

o que é que se passa a seguir?
"mãe, tenho sede! / pai, só te quero dizer uma coisa.../ mããee, posso ir fazer xixi?? / mãe e pai, mais um miminho!! / pai, tenho fome!! mas eu tenho muita fome!! / mãe, podes vir aqui??" 

hora de dormir: 23h00!

resultado: pais exaustos, já na cama, enquanto eles continuam nisto...




cena 3 - hora de deitar: 21h30

pai não está. 
mãe conta história e dá miminho na cama do mais novo. troca e dá miminho na cama do mais velho, que entretanto contou até 49, enquanto eu estive com o irmão, logo, vai contar até 49 outra vez, que aqui somos pela igualdade, e só depois posso sair da cama dele! e eu cumpro!


o que é que se passa a seguir? 
"mãe, tenho sede! / mãe, só te quero dizer uma coisa... / mããee, posso ir fazer xixi?? / mãe, quando é que o pai chega?? / mãe, quero água! / mãe, podes vir aqui?? Vá lááá!" 

hora de dormir: 23h00!

resultado: mãe exausta a escrever este post sobre as terríveis criaturas que adora... mas que lhe põem os cabelos em pé!! (ainda não são 23h mas eu sei como isto vai acabar...)




Conclusão: acho que eles querem mesmo enlouquecer-nos!



O meu abraço especial a todos os que passam pelo mesmo... há mais por aí, certo?? (gritem, por favor!) :)





* olho para esta foto com três anos (que fofos!), e percebo que a hora de dormir há muito que tem muito que se lhe diga... felizmente as noites correm (quase sempre) bem!








junho 21, 2017

perigoso é jogar ao pião!!?

ATENÇÃO: 

Este post não tem como objectivo criticar a forma de educar/entreter os filhos dos outros. Não sou (ou não somos) anti coisa nenhuma. Só quero colocar alguns factos em perspectiva, pensar um pouco, porque de certa forma acho que se está a perder a noção...




em meados do ano lectivo o Rodrigo, que entrou para o 1º ano, comentou cá em casa, que um menino do 3º ano tinha um telefone, que era muita fixe e passava os intervalos a jogar jogos no smartphone. fartou-se de apelar ao nosso bom senso, para que lhe comprássemos um também, porque como aquele menino existiam muitos outros que tinham telefone, inclusive um colega da mesma idade dele (na altura, seis anos) também tinha. 
perante tanta pedinchisse, que em escassos momentos me fez duvidar da minha decisão (nem pensar!), perguntei-lhe o que achava ele mais divertido: brincar com os amigos, aproveitar os míseros 30 minutos ao ar livre para correr e jogar o que lhe apetecesse, ou ficar sentado num banco (como está o dia quase todo) a olhar para um ecran? a resposta foi a que esperava: prefiro brincar! 
fi-lo pensar, apesar da resposta dele não ter influência na minha decisão, tomar uma decisão, e não foi preciso dizer-lhe que não, não lhe ia dar um telefone. 

no Natal, os avós ofereceram um tablet a cada um. 
honestamente, eles raramente pegam nos tablets, passam semanas sem lhes tocar. é verdade que ás vezes dão jeito nos restaurantes, mas fora isso, raramente me lembro de lhos dar e eles também raramente pedem.
no entanto, há muito que o Duarte, quatro anos, me pede para levar o tablet para o infantário, porque A,B e C também levam e patati-patatá, porque é que ele não pode levar!? explico-lhe que a escola é para fazer actividades e brincar com os amigos, não há espaço para ecrans e bonecos digitais. ele amarra o burro mas não leva. (além disso, sinceramente, nunca acreditei que os amigos usassem mesmo o tablet, talvez o deixassem guardado na mochila, mas só.)


Uma das coisas que o Rodrigo mais gosta quando vai a casa dos avós paternos é descobrir os antigos brinquedos do pai e do tio. no outro dia, descobriu dois piões, daqueles de madeira, pintados a verniz, tão antigo e diferente do que se vê hoje, que ainda o tornou mais apelativo. trouxe-o, todo contente, e quis levar para a escola para mostrar aos amigos e ensinar-lhes uns truques. 
quando o fui buscar, perguntei: 

- então, os piões foram um sucesso, não?
- não mãe, a professora não deixou levar para o recreio!
- Não?! Porquê?? 
- Ela disse que sem querer podíamos ficar mal, se o pião saltasse e batesse na cabeça de algum menino... que era melhor guardar.


(não quis acreditar que, em 2017, um pião é considerado uma arma potencialmente perigosa na escola primária no primeiro ciclo! enfim...)



Um destes dias, quando estava a deixar o Duarte no infantário, repito, no in-fan-tá-rio, reparo num colega dele (4 anos) alheado de toda a conversa que a mãe está a ter com a educadora e comigo, porque está fixado no tablet que ganhou do mano, uma vez que este, que vai para o 5º ano recebeu, claro, um smartphone e já não quer o tablet que é para bebés... 
à parte daquela cena não me fazer sentido naquele local, e de ter imediatamente os meus a buzinarem-me "Vês mãe, ele traz!!" vim-me embora sem pensar mais no assunto. até regressar da parte da tarde, e estarem todos os meninos na rua a brincar, a correr, a jogar jogos, menos aquele que estava sentado num canto a progredir na amizade com o seu tablet!
(Na mesma escola onde não podem levar espadas nem armas de plástico para não estimular a agressividade... sou psicóloga e, sinceramente, não entendo!)




Resumindo: é só a mim que isto não faz sentido nenhum?! 

- crianças de quatro anos com tablets no infantário?
- crianças de seis anos com smartphones?
- crianças com gigas de internet nos dispositivos?
- crianças com livre acesso a todos os conteúdos que possam encontrar na internet?
- crianças que não brincam, jogam com ecrans??
- faz sentido dar um telefone a uma criança, que hoje em dia não é só um telefone, é uma central de comunicação e partilha, a crianças que não se sabem proteger, que não entendem a falta de limites que existe na internet?
- faz sentido dar um tablet ou um smartphone a uma criança, independentemente da idade só porque temos muitos lá em casa? A MEO ofereceu, a NOS também... olha, este fica para ele!?




Pais, educadores, escolas, professores: isto não é perigoso? 

claro que é! mas, claro que é!!

O que estamos a fazer às nossas crianças? vão crescer sem saberem resolver conflitos, sem privilegiarem os momentos com pessoas de carne e osso, sem conhecerem os jogos tradicionais?

Será necessária uma proibição superior, relativa ao uso destes dispositivos nas escolas/infantários e porque não, creches? 

Já li por aí que os pais que cresceram na década de 80 (eu!) protegem demasiado os filhos, não lhes dão responsabilidades, não os deixam errar, etc...
Mas, estamos a protegê-los de quê?? Da possibilidade de levarem um galo na cabeça e uma história para contar em casa? de criarem memórias reais, com pessoas e acontecimentos reais?



Digam-me: sou só eu?...








Sofia**








junho 12, 2017

#para rir... (#4)

O Duarte, mais uma vez, porque os quatro anos são riquíssimos em "pérolas" porque as associações que eles fazem nesta idade, juntamente com a forma de falar ainda fofinha confere todo um tom especial às conversas.
mas dizia eu, que o Duarte é um bocadinho avesso a tudo o que seja verde no prato. come a sopa muito bem, mas de resto, legumes em três dimensões são imediatamente renegados para fora do prato.
nós bem tentamos, ponho sempre qualquer coisa no prato dele, digo-lhe que os verdes fazem músculos (como achas que o Hulk é assim?), dão força, fazem crescer. eu como, o pai come, o mano também, mas ele não se deixa convencer!




no outro dia, ele reparou que tínhamos o tapete da sala enrolado e perguntou-me:


- Poquê isto está aqui assim?

- Porque foi aspirado.

- Então poquê não pões no sítio?

- Porque preciso da ajuda do pai para levantar o sofá.

- Poquê?

- Porque o pai tem mais força e preciso que ele levante o sofá!


olha para mim, com uma sobrancelha mais levantada que a outra, e atira:


- então poquê tu comes brócolos??!




...





junho 08, 2017

#para rir... (#3)




Duarte, 4 anos, voz arrastada de angústia:


- Mãe, não procuro o fato do Iron-Man!!

- Não procuras?! Não encontras?

- Sim. (longo suspiro) Tu podes ajudar-me a procurar o fato do Iron-Man mãe, podes?

- Mas tu já tentaste? 

- Siiim!! Podes mãe, ajudas-me?








Já no quarto enquanto constato que ele procurou só com os olhos, esqueceu-se das mãos, e tiro fato atrás de fato de dentro do saco dos disfarces, digo-lhe que depois vai ter que arrumar tudo como estava. E qual não é o meu espanto quando ele me responde indignado:





- Euuu??! Mas tu é que estás a desarrumar tudo!!!





...




(a sério??)