junho 16, 2014

Du e os seus primeiros passos!

Tem um sorriso fácil, com oito dentinhos a espreitar, que já têm direito à sua higiene diária. É moreno, redondinho, olhos grandes e cabelo liso. O pai diz que vai dar trabalho dar conta daquele cabelo. Por enquanto não o corto, adoro aqueles caracolinhos na nuca que lhe dão um ar tão bebé. (Está tão parecido comigo quando tinha esta idade, não há como negar!)
Faz as suas graças, bate palminhas, joga as mãos à cabeça, imita o mano sempre que pode. Sobe para o sofá e chama Mã!!, já sabe que está a fazer asneira. Faz o mesmo no móvel da televisão. Tem longas conversas que ninguém percebe mas que todos retribuímos. Já não se deixa enganar, e não gosta muito de ir para a cama quando sabe que o mano fica na rambóia mais um bocado. Depois de um mimo no cadeirão, deito-o de lado, aconchega-se no lençol - no ó-ó nem lhe pega - e chucha activamente. Volta e meia levanta-se para ver se ainda lá estou. Dorme bebé! Volta a deitar-se com um sorriso maroto. A respiração dele acalma e eu saio.
Gatinha muito rápido, está preguiçoso para andar. Ou estava. No 10 de Junho, deu os seus primeiros passos, os mais longos e mais seguros, os que tiveram direito a registo gravado. Não cabe em si de contente com a festa que fazemos. Exige mais. Mais são as mãos do mano, esticadas para ajudá-lo a percorrer a casa. O Du mantém a boca aberta, em esforço de tanto sorrir e de espanto por se ver nesta nova etapa, imagino eu. E lá vão eles, sorridentes e felizes, caminhando juntos os manos. (Estes momentos entre eles, a cumplicidade e o som das gargalhadas, são qualquer coisa que me deixa de lágrima no canto do olho).


A emoção dos primeiros passos, esta enorme conquista, é algo que devíamos ter presente ao longo da vida, em vez de ser remetida para o inconsciente. Começar do zero, ver, imitar, aprender. Pedir ajuda, esticar as mãos, começar com um pé atrás do outro, devagar com equilíbrio, até estarmos seguros e percorrermos o mundo à velocidade que desejamos. E depois, festejar, rir, comemorar as conquistas. São este tipo de emoções que por vezes precisamos em adultos, destes factores motivadores que nos ajudam a ultrapassar as dificuldades, o saber que podemos cair mas que conseguiremos levantar-nos, tendo sempre alguém para nos ajudar!




                             
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